O bom tempo e os nossos dias

Quem tem uma família numerosa sabe do que falo, de cor e salteado!

Quem não tem também sabe porque um filho dá mais trabalho que 4. E é mesmo verdade!

Os dias são uma L O U C U R A! Mesmo! Tanto para o bom como para o mau, sem dúvida nenhuma...

São maravilhosos quando está bom tempo. O sol nasce mais cedo, acorda-me devagar e com tempo, para, como tanto gosto, me deixar fazer as manhãs tranquilas, sem apressar ninguém, e deixar tudo orientado. Tomar o meu mega pequeno almoço "Paleo" e garantir que ninguém se chateia com ninguém logo de manhã, levando-os com calma e orientando-os como se fosse uma brincadeira para tudo o que preciso que façam. Pôr a loiça na máquina consta desses pedidos, nos melhores dias.
Cada um vai buscar a sua bicicleta e eu giro um Sebastião ainda cheio de sono e que me pede colinho e a Graça a tentar fazer a primeira sesta do dia no carrinho.

As manhãs passam-se "bem" a entregar crianças na escola e a passear com os mais novos. Entre tomar um café ou ir ao Jardim são 11 horas e regresso para dar almoços (sim, a Graça já come lindamente sopa, yeah! ). Se as sestas dois dois coincidirem, óptimo! Tiro uma horinha para tratar de fotografias e álbuns, edições e e-mails, e se puder e tiver companhia para um almoço ainda melhor!


Estas são as manhãs. Boas e tranquilas. Quando chove é exactamente o oposto e nem me apetece falar disso (OMG!)

Neste dia teve um final de tarde estupendo e decidimos que depois de jantar (demos o jantar muito cedo) íamos todos dar uma volta, assim, como quem passeia os cães. Cachorros, antes... a gritaria e as corridas são suficientes para assustar toda a Av. de Roma. O "mal" destas crianças é só este: têm alegria para dar e vender e ficam histéricos por nada. (e nós, cada vez mais apreciadores de silêncio, ufa!)

Há sempre uma velhota assustada, pessoas à procura dos pais destas crianças, quem os apanhe e agarre porque têm medo que os miúdos se atirem à estrada. Há sempre uma mão alheia que acaba em cima da minha barriga e pergunta: outro a caminho? (e eu já menti e respondi que a piquena não tem mas que 3 meses e a mãe ainda não conseguiu recuperar LOL). -aldrabona!!

Até nos arrependemos destas saídas, porque invariavelmente acabam com uma corrida em que o Xavier perde, e fica automaticamente em modo- drama- e a partir daí vai tudo a eito! São empurrões, são choros, são.... mimos!

E depois quem vai a eito somos nós com eles, que num par de berros e olhos zangados os mandamos para casa, eles arrastam os pés mas lá vão, lavam os dentes mas não há banhos. 10 minutos depois, respiramos: ufa, que eles hoje estavam impossíveis!
















Baptizado da Graça

Os preparativos para o Baptizado da Graça foram simples.

Como sempre quisemos preparar uma festa, uma reunião familiar com os nossos amigos mais próximos. A ideia era ser um pic-nic, mas o mau tempo pregou-nos uma partida!

Simplificar é a palavra de ordem: optámos por fazer coisas que se possam comer à mão, sem talheres. A chamada Finger food, assim reduzimos o lixo e alguma logística.

Queria muitas flores, ambiente descontraído e miúdos felizes. Música e um dia bonito de sol.

Para os miúdos vestirem seria semre alguma coisa muito, muito simples. Imaginava umas túnicas sem gola em linho para os rapazes e um vestido fluído para a Leonor.
A Mimichic ajudou-me, com uma cor que adoro, estas túnicas mostarda, em linho e sem gola como tinha imaginado. Calções brancos e os mocassins da Pisamonas, que, como já bem nos habitou tem todos os modelos e mais alguns para todas as situações! Deixa-me sempre feliz, e sempre em tempo recorde! (Chegaram em dois dias)
Para a Leonor escolhi estes mocassins de franjinhas em camurça e atacadores. São um clássico mas muito confortáveis para estes dias de festa. O Xavier vai com uma camurça igual, mocassin também mas com berloques, mesmo à "homenzinho". Das coisas que mais gosto de ver em sapatos de homem! O Sebastião ainda não calça o suficiente para ter iguais aos do Xavier, mas também foi lindamente com outros mocassins, mais simples, beges que puxava muito a cor mostarda da túnica. Ficou perfeito!


[ilustração da Violeta Cor-de-Rosa que serviu de mote para os Santinhos, ficou perfeito!]
 Os sapatos da Graça também os encontrei na pisamonas, na secção de bebé e cerimónia. Brancos e com uma fita em cetim!

[fofo feito pela dot, especialmente para a Graça, e a touca da colecção de Verão]


O mais desafiante foi escolher as leituras e preparar a  a oração dos fiéis, que no fundo nos ajudaram a pensar no mais importante deste dia.

[em breve mais detalhes deste dia]

até já,

Catarina









6 meses em Graça

6 meses! Eu já sabia que ia passar a voar.

E passou.

Passou nos meus braços, no meu peito, no pano.

Toda a noite comigo, sempre em livre demanda.

Sem choros, sem stresses.

Foste recém nascido até aos 6 meses. É a única maneira de resumir este nosso tempo.

Agora, a chegar aos 30 anos,  na minha quarta filha, quinta gravidez. Algumas coisas aprendi.

A minha irmã dizia-me, a rir-se, que a Graça me fez uma mãe destas novas todas modernaças.
É o co-sleeping, é a livre demanda, são os produtos naturais, é o pano, é ...

Eu rio-me e digo que tem razão. Fui atrás da Graça e compreendi o que é o mais natural num bebé. Sem qualquer drama, sem me preocupar com o que os outros possam pensar.

Fiz e adaptei-me (e ela também) ao que a nossa família precisava.

Continua a ser um bebezão. Já se senta sozinha mas pede muita atenção, não gosta que a deixemos sozinha, e chora para manifestar, tão indignada!

Para quem não conhece bem os termos que usei lá em cima, passo a explicar.

Co-sleeping: a Graça dorme comigo -na minha cama- desde que nasceu. Não fui eu que quis, foram vários factores..
Primeiro, porque depois de uma cesariana e em pleno inverno, acabou por ser o mais confortável, e assim não tinha que chatear o Miguel para me ajudar. (assim ele dormia a noite toda e estava mais descansado para os nossos filhos, com mais paciência e mais tranquilo) Segundo, porque a Graça engasgava-se muito, desde os primeiros dias, de tal maneira que tinha de fazer a manobra de desengasgo 3 x por dia, e apanhamos muitos, muitos sustos. Por isso tê-la perto de mim durante a noite, acalmava-me. E terceiro porque tanto eu como ela acabavamos por dormir muito melhor, e descansar bastante.

Livre-demanda: Não sou fundamentalista da amamentação. Já falei disso noutros posts. Todos eles mamaram, uns mais tempo que outros, mas a Graça vai certamente bater o record. O primeiro mês para mim não há horários nem regras. Ando ao "serviço" do bebé. Se quer mamar o dia todo, mama o dia todo. Deixei de olhar para o relógio e de me enervar com questões relacionadas com o ter leite, pouco, muito, fraco ou forte. Dava quando ela pedia, e assim andavamos sempre felizes. (às vezes, mais ela que eu...) Sempre achei que a livre demanda era uma grande prisão, mas aprendi precisamente o contrário.  Ainda mama em livre demanda.

Produtos Biológicos: era outra coisa que não fazia muita questão. Mas, mais uma vez, a Graça deu-me a volta. tem a pele muito atópica e desde cedo que os cuidados têm de ser muitos, para evitar os eczemas. Água para limpar o rabinho, bodies em algodão orgânico (Le Petit Chiffon), são muito muito bons), para ser mais suave e irritar menos, cremes (há vários para este efeito) sem componentes químicas e por aí fora...

Pano de transporte: Em todos os meus filhos usei, ou o sling. Dá um jeitão e hoje em dia não sobrevivo sem um por perto. Os mais confortaveis são os da vivi & me, são portugueses e tem padrões nada infantis, o que me deixa ainda mais satisfeita.

(Um dia faço um post mais completo sobre o que acho fundamental e essencial nos primeiros meses com um bebé) - prometo uma lista pequena, porque na verdade eles precisam é de nós, livres e disponivéis.







Enquanto escrevo isto, aperto o swaddle da Graça (este em cima, da Lovely) para ela não se arranhar, nas birras de sono, esfrega-se e arranha-se tanto!

:)



Mãe

Há qualquer coisa de muito engraçado nesta palavra. Costumo achá-la ternurenta, amorosa (amorosa de cheia de amor, e não de apenas algo "querido", como vulgarmente usamos a expressão).

"Mãe" tranquiliza, apazigua, sabe a colo. Sabe a mimo e chocolate quente em dias de chuva.
Gosto muito de ser mãe, gosto muito porque vejo que traz à superfície as coisas que mais gosto em mim e que mais me fazem feliz.

Ser Mãe não me ofusca, não me prende, não me faz sentir menor e sobretudo não se sobrepõe a mais nada do que eu queira ser (ou fazer).

Se vivo em constante preocupação e sei que será sempre assim? Sim. Mas vivo sobretudo a pensar no bem que os meus filhos me fazem (apesar de me cansarem de morte), e no que quero para a minha família.

Ser Mãe nas redes sociais é uma imagem linda de uma mulher perfeitamente arranjada ou "género" Pinterest com aquele cabelo meio caído meio arranjado, meio boémio. Com o ar mais sereno. Maquilhada, imagem perfeita, bebé lindo e sorridente. Brinquedos de madeira, quarto decorado até ao último detalhe.

Todas sonhamos com estas imagens, com os frames das férias, dos bebés que amam água, das fotografias ao pôr do sol.

(E ainda bem que existem, para incentivar um pouco a natalidade, para destoar menos quando me passeio com 4 crianças na rua, e as caras de algumas pessoas são tão denunciadoras da nossa "loucura")

Mas neste roll de imagens bonitas escondem-se mil e uma opções. Algumas difíceis outras mais simples. Um jogo de cintura para lidar com filhos e feitios. Outro para lidar com a família e opiniões, e mais outro para trabalhar um casamento. Por isso, sejam espertas, fortes e tolerantes. Rodeiem-se de coisas bonitas, imagens inspiradoras e pessoas que vos façam bem.

Ser Mãe é muito mais do que ter escolhido uma grande prisão.



Ao conforto das mães

 A minha sugestão para o dia da mãe: ecco shoes



Acho que todas nós, a partir do momento que somos mães, sabemos que alguns sapatos vão ficar na gaveta mais tempo.

Nos últimos anos tenho preferido sempre o conforto, qualidade e, claro, alguma elegância.

Os meus pés e a minha vida não são melhores amigos de sapatos desconfortáveis, saltos altos ou algo parecido. Por isso prefiro procurar sapatos leves, confortáveis, resistentes e bonitos.

Gosto de cores claras e estes da ecco vieram colmatar essa falha no meu armário, estes mais clássicos e desportivos, em pele, são os meus melhores amigos por agora!


Adoro estes últimos! São um rosa/ lilás muito suave, em pele também, que se moldam muito bem ao nosso pé, e jogam lindamente com qualquer toilette!

Se ainda não têm presente para as vossas mães, este é um presente fantástico!