Das férias

Com uma semana de férias ainda pela frente, a gerir os miúdos e o trabalho, uma casa que se desarruma sozinha (?) e almoços e jantares para 6 todos os dias, quase que gritamos por mais férias!

Na verdade, nas férias de sonho de uma família numerosa, não é preciso grandes mordomias ou actividades, bastava SÓ refeições sempre prontas, casa com piscina e praia próxima a pé.

Cá em casa temos babysitter só para quando precisamos mesmo de um tempinho para sair à noite, seja um jantar ou um passeio, por isso fazemos quase sempre férias com a família. Temos uma tropa de irmãs para nos ajudarem :)

Entreter os miúdos vai cabendo a nós, pais, e entre eles irmãos. Sempre que nos pedem atenção ou nos apetece propor alguma actividade "intrometemo-nos" naquela dinâmica deles que tem dias que parece perfeita. O resto do tempo deixamos os miúdos e a vida fluir naturalmente sem impor grandes horários (para além dos do sol e do calor), que para horários já nos basta o resto do ano e a escola.

No entanto, para mim, com filhos madrugadores e sendo eu aquela que acorda e salta da cama, "a morning person", a única regra fundamental é não arrastar a manhã em demasia e pôr as crianças fora de casa com alguma brevidade. Desligar a TV o mais possível.


(Claro que esta minha ideia maravilhosa de os pôr de férias mais cedo, como sempre, muito romântica mas muito maluca- Para no ano a Leonor faz ATL e os rapazes ficam na escola, pelo menos 3 vezes por semana- é que não há paciência nem despensa que resista!)

Estas mini férias no Algarve foram particularmente boas. Muito por culpa da minha cabeça esquecida, que deixou o telemovel esquecido em casa. Pedimos à P que nos ajudasse a preparar refeições e levamos connosco.

De manhã fazíamos piscina, almoçavam cedo, faziam uma boa sesta (todos!) e ás 17 preparavamos lanches em casa para seguirmos para a praia mais leves. Muitas vezes jantava-se pic nic na praia e ainda passavamos nos chuveiros e na piscina de regresso a casa, a tentar dispensar uma sessão de banhos.

Descomplicar, antecipar e planear. Tudo sem grandes stresses. Cremes eram postos em casa, sem areias, e reforçados na praia. Roupas quase nem vestiram! Variavam entre andar em fato de banho e levavam consigo os ponchos/toalha da Lavandiska (menos peso e tralha nas nossas mochilas).

Não levámos brinquedos de praia, comprámos uma pistola de água lá, uns óculos de mergulho que o Xavier namorou imensos dias e teve de surpresa, e uns estrangeiros deixaram-nos umas megas pás que fizeram as tardes deles em escavações ;)

(Temos uma regra gira com os presentes- detesto que dêem uma importância às coisas desmedida, aliás, detesto que dêem essa mesma importância. Por isso, quando nos pedem alguma coisa de brinquedos, nunca damos, deixamos passar uns dias, e compramos (se forem coisas baratas) de vez em quando o que pediram, e oferecemos de surpresa, num daqueles dias em que se estão a portar tão bem, em que não fazem birras nem há "pedinchices". Também não deixamos que os avós ou os tios ofereçam presentes aos outros netos quando um faz anos, com a desculpa do "coitadinho".
Não fazemos dinâmica nenhuma de entrega de presentes quando nasce um irmão, o irmão é a celebração e a festa, e, para mim, não faria sentido associar uma "coisa" a um momento que deveria ser vivido por si só - ainda que as crianças sejam pequenas e imaturas e não compreendam, elas compreendem mil outras coisas que estamos sempre a ensinar- sempre)














































8 meses e muitos desafios

A Graça fez 8 meses no dia em que passei mais tempo sem ela.

Sem culpa, e com imensa vontade fugi para trabalhar e fotografar um casamento (lindo) bem longe de Lisboa.

Ficou entregue ao pai. Na madrugada em que saí não me largou e mamou em loop desde as 5 da manhã às 6:30. Parecia adivinhar tudo o que se ia passar.
 (eu já lhe tinha explicado que não ia estar o dia e a noite toda, mas que voltava).

Lá a deixei, a choramingar, mas a pegar o sono. A rotina das refeições pareceu ser bem mais fácil do que quando sou eu a tratar dela, os homens têm este lado racional e objectivo no que toca aos bebés (e depois não têm maminhas cheias de leite para os fazer duvidar das suas convicções).

Almoçou bem, fez uma boa sesta, lanchou, fez uma nova sesta, jantou a sopa toda. Foi dormir e aí foi a prova. 30 minutos a chorar para conseguir adormecer. Não havia colo que a consolasse, mas lá adormeceu.

Acordou várias vezes à noite, em que o pai ofereceu um biberon. Das quatro vezes em que lhe foi oferecido o biberon só aceitou uma, e as outras preferiu voltar a cabeça para outro lado e seguir dormindo.

Bebeu então um biberon às 7 da manhã e ferrou até às 10. às 10 foi lhe oferecido outro e.... não aceitou. "Teimosa, teimosinha" pensava eu, à distância, ia sabendo de todos estes momentos.

Às 14 lá cheguei, com uma noite de 4h se sono e uma viagem de carro de 4h também. Cansada, dorida do treino que tinha feito na sexta feira com o meu novo PT (Lino, da treina.com). Mas feliz. A Graça mamou e mamou e mamou e fez-me uma festa!

Os miúdos estão de férias há um mês e começou a ser desastroso para todos. Nós já não podemos com eles e eles não tem culpa nenhuma. No lombo levo duas crianças ao colo (já se sabia que o Sebastião começaria a pedir mais, no momento em que a Graça começasse a ganhar espaço e a atenção de todos), decidimos esconder a TV para ver se o Xavier se acalmava e se dávamos conta do recado, se conseguíamos fazer outras coisas. (Uma semana e já desistimos).

Estava a ser bom e muito romântico esta vida sem tv em casa. De facto, o xavier andava mais tranquilo e disponível, o Sebastião mais asneirento, a Leonor ainda mais pintora mas nós três vezes mais cansados. Demos a mão à palmatória, venha de lá a Tv que ainda não estamos prontos para esse desafio.


BAGO

A B.A.G.O (Become a Good Original) de uma grande e boa amiga chegou: nasceu de novo, recriou-se, renovou-se e é um orgulho ver crescer.

Somos fãs destes baloiços. Na altura o Sebastião brincava nele enquanto eu trabalhava no atelier. Adormecia, baloiçava e brincava.
Hoje passa para a Graça neste padrão novo e tropical, com cheirinho a selva, dos elefantes.

Andamos com ele para todo o lado, e em qualquer ramo com estrutura lá estão eles a fazer uma festa, e a dar-nos alguns minutos de descanso.















Este baloiço já está na mala para vir nas nossas férias, preso na madeira das barracas da praia, parece perfeito!