Uma espécie de doença

A minha mãe avisou-me, e antes disso já eu o sabia: no dia em que deixasse de dar de mamar à Graça ia querer outro bebé.

Não percebo esta espécie de doença. Esta bipolaridade de querer tanto a minha vida de volta, o meu trabalho, e a estabilidade familiar, e ao mesmo tempo estar disposta a trocar isto tudo por um novo recém-nascido.

Sim, um novo recém-nascido. Um novo minúsculo ser que depende de mim para tudo.

Sou louca e acho que não há tratamento para estas coisas. Renovar as contas de instagram que sigo e o feed que vai aparecendo pode ser uma boa ideia. Dormir com a Graça talvez seja ainda melhor ideia (ou não).

Agarrar-me com unhas e dentes aos sobrinhos que virão, emagrecer e tratar da diástase para me dar uma boa preguiça.

Vou rever as fotografias da Graça minúscula e lembrar-me do bom que foi este tempo todo que passámos juntas. Coladas, corrijo!





























2 pontinhos

De todos os meus filhos o Xavier é o mais injustiçado, ou azarado.

Sabem aquelas crianças que têm a fama mas pouco proveito? É ele.

Enche o peito de coragem mas é o mais medricas para subir a uma árvore; foi o que levou mais tempo a sentir-se seguro para subir os degraus do escorrega sozinho; o que precisa de uma luz de presença durante a noite; o que dá um passo em falso e parte um braço; o que salva a Graça dos braços do Sebastião, qual cavaleiro andante, cai da cama e parte a cabeça.

E é isso. Tem um ar malandro, mas é mais fama. (O malandro a sério é o querido Sebastião, que tudo faz e a gravidade desafia mas nunca nada lhe acontece)

Dois pontinhos, mas, prova superada!



3 babies

Voltei a encontrar-me com esta família. Não esperava esta redondinha cor de rosa, e foi tão bom conhecê-la e assistir à dinâmica desta família.

Dá sempre tanto gozo!