chegamos











Chegamos, e por mais que queira sentar-me e retomar as edições e e-mails, tenho três lapas em cima de mim e do Sebastião todo o tempo. Malas de mês para desfazer, máquinas de roupa para lavar e estender, sopa, "destralhar" o quarto dos brinquedos e outras divisões. 
Daqui a dois dias uma sobrinha nova a viver a um quarteirão de nós (oh dear!) 

Todas as noites que tenho marido em casa e em que me deito bem acordada (são poucas, muito poucas) aquilo que lhe digo repetidamente alterna entre "porque é que me deste filhos assim?" e "Uma mãe nunca pode fugir, percebes?"


[não é que eu queira fugir mesmo, mas tenho dois desejos, um deles é fugir com todos e o outro é trabalhar sem ninguém em cima de mim 5 horas diárias seguidas]




Preparação

As horas antes do sim são leves e serenas. São femininas, têm irmãs e avós, pincéis e sardas, tranças e gargalhadas, câmaras e jóias. Sabem a sobrinhos malandros e vestido comprido branco puro de seda e renda...
























Sul




















O mês de Agosto passa a correr. Os dias intermináveis e a maré vazia cheia de aventuras está quase a acabar. Os miúdos trazem recordações muito boas, as sestas ficaram esquecidas, o cansaço acumulado, mas a certeza de uns dias de férias muito bons. O Sebastião aprendeu a sentar-se, conversa muito, fica nervoso se vê alguém a comer ao pé dele, devora uma bolacha maria em segundos sem se engasgar, gosta de água e de areia, não estranha ninguém e adora crianças. Acorda sempre bem disposto e quando vê os irmãos delira! "da-da" primeiros sons mais "sérios". Continua um bebé muito, muito bem disposto, fácil e que nos apaixona todos os dias.

Xavier destemido com as ondas, desafiador e malandro. Pisca-me o olho depois de ouvir os raspanetes, dá-me flores depois dos castigos, casa comigo nos intervalos... todas as noites chama o sebastião enquanto dorme :)

Leonor,  mana mais velha, querida e certinha. Friorenta que ficou meio baralhada quando choveu no dia 2 de Agosto e todos nos refugiamos nas barracas e toldos a rir às gargalhadas como se fosse a coisa mais natural do mundo, e tudo fosse passar daí a 5 minutos, foi muito contrariada a pé para casa ensopada até aos ossos porque a chuva não passou. "Mãe, NUNCA vi chover na praia!!" 


[Este foi um dia de quebrar as rotinas, tão importante, fugir dos jantares interminaveis sempre a pedir : Xavier, come... Leonor, outra colher. Sempre a mesma ladainha.
Por isso ficamos até às 8 a aproveitar o final de dia, preparei antecipadamente o jantar que levamos para a praia [feijao frade, atum, tomate e coentros] e fizemos pic nic; e eles que nao adoram tomate nem feijão comeram num instante e não houve nem uma birra :)
Depois é só chegar a casa, banho e cama :)]