Ser uma mãe real

Construímos na nossa vida uma imagem romanticizada de família. De filhos e de uma casa, talvez um cão.

Vivemos convencidos que será maravilhoso, nada muda, nada se perde, ganha se um filho, um grande amor.

Crescemos julgando alguns pais, apoiamos a nossa visão naquilo que os meios transmitem. Às vezes somos capazes de dar um passo fora da bolha e ver de fora, à distância.

E depois somos nós.

Tudo o que tínhamos imaginado, sonhado, espetado, ansiado chegou. Viramos mães, o nosso marido, outrora namorado, virou pai (embora ainda esteja longe de saber como ser)

E somos oficialmente uma família de três.


Temos sempre uma imagem de perfeição. Eu sou positiva por natureza, romântica e sonhadora. É nestas características que não se encontra a falha. O sonho é sempre perfeito.

Ser mãe deu me a conhecer a perfeição  do sonho com a falha. O erro.

Nunca me imaginei uma mãe perfeita mas achei sempre que ia ser uma óptima mãe. Sentia-o.
No meio do meu caminho e da solidão de ser mãe, compreendi a algum custo que não era possível aspirar à perfeição, e que isso não iria trazer nenhum dano aos meus filhos, muito menos à minha forma de me classificar como mãe.

Ser uma mãe real, de pés na terra e cabeça no céu, foi o conceito mais feliz que encontrei para mim. 
É por isso que me identifico tanto com o conceito da marca Baby Dove.
É uma lufada de ar fresco na nossa casa e um prazer enorme que me tem dado, nos últimos meses, de colaborar.

A suavidade, o cheiro que já se entranha nos pijamas dos miúdos e no nosso final do dia, trazem me memórias boas e felizes, e muitas certezas de que o caminho da maternidade é mais feliz quando nos aceitamos. 

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Little explorers

Todas as manhãs na quinta são frias, os miúdos agasalham-se q.b. e geralmente exploram o terreno.
Há galhos, caminhos por trilhar, zonas por construir, e um sem fim de mundos que eles encontram e brincam. Neste fim de semana, vinham cheios de saudades do Pongo, e correram a procura-lo!

[já sabemos que não será a maneira correcta de pegar no Pongo, por isso não se aflijam com as fotografias, obrigada pela preocupação]























































Todos vestidos de Maria Gorda, sobrios como eu gosto, mas felizes, felizes.