Falar sobre os nossos filhos

Falar sobre os nossos filhos é, na esmagadora maioria das vezes, o tema de conversa quando duas ou mais mães se juntam. É impossível não querer saber se o filho da nossa amiga dorme a noite toda, ou não; se adormece sozinho ou se é embalado; se gosta de música ou só vai lá com um berro; se precisam de sair de carrinho para o adormecer (como era a L); se ligam á chucha, se já não ligam; se gostam de um óó;se dormem de barriga para cima ou de barriga para baixo;se ainda poem de lado com uma toalha enrolada por trás das costas; se dormem mesmo com a fralda suja; se acordam bem ou aos berros; se já bebem 180ml ou os 150 chegam..

Não se trata de compará-los, mas sim de aprender com eles.

“Se ele não adormece sózinho ao fim de meia hora de choro o que é que fazes?”; “Se agora só quer estar de pé no teu colo, como lhe dás a volta?” (…) pequenos truques, pequenas partilhas e desabafos de mães.

São tantos os dilemas e as diferenças entre as crianças, tantas as questões à volta delas que é quase impossível não querer saber... porque  quando nos tornamos pais mudamos, e acabamos por gerir a nossa vida em função dos nossos filhos, assim como as conversas, todos os interesses. Cada vez mais me convenço de que não somos só nós, pais, os ditadores dos nossos filhos. Muitas vezes, e quase sem sabermos nem como nem porquê, eles dão a volta e tornam-se OS ditadores... nós, mães e pais, é que gostamos de dizer ou fazer parecer o oposto. Mas a verdade é que eles mandam, e mandam bem.

Mandam porque não esperam. A fome não espera, não existe a noção de espera, muito menos de paciência. Porque à noite está tudo de "castigo" em casa para os meninos dormirem tranquilos nas suas camas, porque as sopas têm que estar feitas, a roupa lavada, a cama pronta, os brinquedos, o pão as bolachas. Temos de estar em casa a horas de almoçar cedo para a sua sesta, e esperar que o menino acorde para poder sair. Sempre tudo tudo em função deles e para eles. Acabou-se o nosso tempo, acabaram-se as conversas, o espaço, a privacidade. Falam quando estamos a conversar, choram quando estamos mais cansados... e os dentes, o X está aflito e nós desesperados!

Vamos fugir, são só dois dias, mas os pais que fazem estas crianças felizes precisam de tempo, pôr o sono em dia, as conversas, (de preferência não sobre eles, onde acabam sempre e qualquer conversa que queiramos ter)!

Até já!

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