Dia 1/3 (a tarde)

Dói-me o corpo todo.

A minha paciência já vai para lá dos meus limites.

Limpei a cozinha, sem exagero, 6 vezes hoje, chão incluído.

Lavei apenas, 11 peças de roupa.

Lavei a mesma loiça 3 vezes com vinagre e água quente. E ainda não fiz limpezas em casa.

Queria fechar os olhos por 10 minutos e dormir uma sesta, mas não posso.

Já não me lembrava do que era estar em casa com eles o dia todo. Cozinhar todas as refeições, arrumar 15 vezes a cozinha e loiças, brincar com eles (essa é a parte mais fácil), e  para além disso tudo ainda ir lavar roupa à mão? Isso é o que me dói mais.

Consegui estar um bocadinho só com a L, que acordou mais cedo da sesta, e veio "trabalhar" para o meu atelier. Fazer mil desenhos para mim, e fazer muito boa companhia. Quando o gordo acorda é que se acabou a paz que temos entre as duas: discutem, gritam e batem-se. Por brinquedos ou pela coisa mais insignificante. Adoram-se também, são os típicos irmãos.

Tenho muitas horas de sono para pôr em dia. Muito trabalho por acabar, hoje, esta noite. E a vontade de os enfiar amanhã na creche é mais que muita. A minha bisavó e avó tinham mil empregadas para tudo: a ama, a cozinheira, a costureira, etc... Ser mulher em 2012 com os poucos "recursos" de 1930 mas sem as mais valias não desejo, de todo, ao meu pior inimigo.

A manhã estava a ser fácil demais, não era?



 

E se já estivessem a dormir? Adormecem assim que os deito. Hoje tiveram que fazer fita, que ainda dura... porquê?

3 comentários:

  1. O pior é que em 1930 havia muito pouca gente com "ajudas"... a vida das mulheres era mesmo muito difícil. Por outro lado, o dia-a-dia era ultra regrado e estruturado e não havia cá "hoje não me apetece passar a ferro"... tinha mesmo de ser! Ainda bem que nascemos no final do século XX...!

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  2. É verdade, um luxo como ter empregada a tempo inteiro, nos dias de hoje (quem me dera poder ter uma ajuda dessas...).
    Para além disso o trabalho em casa era mais "partilhado": as famílias viviam juntas, e as mulheres aprendiam com a geração acima. Não existia tanto este isolamento que vivemos, hoje. Um beijinho Constança!

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  3. Amo as fotos, são lindas! Não me canso de dizer!
    Quanto ao resto... sinceramente a vida mudou tanto... nessa altura não se corria tanto, depois do jantar fazia-se o quê? Um croché, uma malha... não havia blogues, internet e nem toda a gente tinha TV. Não há comparação possível, a menos que consigas criar essas condições mas aí estavas a participar num big brother, de certeza.
    Take it easy (é fácil pra mim dizer) e amanhã já termina!
    Como diz o outro : 'Courage!'
    E um bjinho!

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