Memórias

Lisboa e todos os pequenos confrontos...
Tenho uma dispensa com 6 pacotes de fraldas mini que fui comprando durante as promoções do pingo doce;
O fofo que comprei nos saldos da Gocco, e o body da Knot;
Os sacos de roupa mini do Xavier que estava a organizar e a ver se faltavam botões e etc;
O berço que emprestei e voltou;
Os planos e a alegria de ter várias amigas grávidas para a mesma altura (já éramos 6);

O plano de ter filhos com diferença de dois anos.
O mano rapaz que brincaria com o X;
O nome ZM que os avós gostariam de ter dado se tivessem tido algum rapaz;
A mana L que continua a dar beijos na minha barriga e a despedir-se do ZM sempre que se deita;

Fica um espaço que marca e não nos deixa esquecer: em janeiro não me vou esquecer, janeiro era o mês do ZM, já tinha cumprido 4 meses e meio, faltava pouco, na verdade...

O regresso à rotina, voltar a estar com algumas pessoas que viram a barriga crescer e ainda não sabem de nada.

Parece que vamos vivendo entre o quase nada e o quase tudo. É dificil, dói mas tem que passar. E vai passando, na verdade, há dias que me custam mais que outros; e o tempo ajuda a não lembrar, a amenizar, a relativizar. Mas há dias em que "caio em mim".



Nada sai como planeamos, a vida prega partidas, dá-nos voltas. No entanto, voltamos ao mesmo. Esta semana dei por mim a planear a gravidez seguinte, as vezes a por em questão uma futura gravidez.
As vezes sinto que perdi a "garra", penso que seria tão mais simples termos só dois. Mas depois planeio: vou esperar um ano; não, apenas os meses recomendados pelo médico.
Não, não sou capaz de voltar a fazer tudo de novo. Penso, repenso. Planeio, altero, volto a planear. Nada me satisfaz.

Trabalhar: uma vontade imensa de regressar ao trabalho.

Ver os vossos filhos correrem na praia ao final do dia, as vossas barrigas a crescer, um novo bebé e todas as roupas mini! Em breve, muito em breve, rodear-me do que mais gosto, para voltar a desejar o que me faz mais feliz.

6 comentários:

  1. Olá Catarina!

    Também costumo ir para a Ericeira. Bem, este ano no Verão só fui uma vez porque nao vivo em Portugal. Os meus pais têm lá casa e também vamos para o Sul algumas vezes.
    A pouco e pouco tenho a certeza de que vai conseguir ter maior serenidade.
    Enviei.lhe um email.

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  2. Quando tiveres respostas, elas vão dar-se a conhecer, elas virão naturalmente...
    Beijinhos

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  3. Querida Catarina, não tenho palavras para isto tudo que te está a acontecer. Há dias em que parece que o mundo é tão cruel - a minha avó que perdeu o filho mais novo com 41 anos, as minhas primas tão bebés ainda (e que me lembro de embalar em tantos fins de tarde) que não terão a força de um pai ao seu lado - mas depois há dias em que o mundo se enche de felicidade, não se esquece o que se perdeu (impossível), mas tudo ganha uma nova luz.
    A minha irmã, que perdeu um bebé assim como tu, tem um recém nascido lindo nos braços com 3 dias! Vais ver que com tempo vai tudo melhorar.

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  4. Olá, Catarina!

    O tempo passa, mas jamais fará esquecer.
    Planos, até podem existir, mas há coisas do momento que saíram muito melhor do que planos e esse momento chegará para ti e nesse momento tomarás a melhor decisão certamente.

    bjs cheios de força
    Carla Caseiro

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  5. Força Catarina adoro ler e ver o seu trabalho e seguimos sem querer uma vida que nao é nossa mas ao mesmo tempo sem querer parece que todos os dias vamos saber o que fez como está as fotos as sessoes, já perdi um bebe durante a gravidez e doeu muito mas agora o tempo faz passar essa dor, e esses seus filhotes de certeza que vao ajudar... beijinho e boas ferias.

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  6. Obrigada querida Maria, sao contrariedades tao dificeis de aceitar, coisas que nunca esperamos... Mas hao de passar, o tempo ajuda, sim!um grande beijinho a todos esses primos:)

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