A escola!

O tempo vai passando, e o trabalho mal me deixa respirar.

É bom, é muito bom! Tenho fotografado os miúdos muito pouco: ás vezes aproveito de manhã, na saída para a escola, outras uma tarde especial.

Passámos a semana em reuniões de pais; querem falar sobre isso? Acho, mesmo, que não vão mudar nunca. É sempre igual, são boas e úteis para esclarecer dúvidas, conhecer melhor as educadoras, claro. Gosto de saber quem é o pai e a mãe de quem, não gosto é quando chegamos pontualmente ás 16h e são 17:30, percebemos que a reunião ainda vai a meio e os pais começam a personalizar. "E o meu?". Mau. Muito mau; perguntas é no final. Porque chora muito, porque chora pouco, porque se cala quando se vão embora, porque não gosto do pátio novo, porque já estão juntos com os meninos de 5 anos, porque andamos a mudar de educadoras todos os anos, porque vem com nódoas negras..... ahhhhhhh! que filme!

É normal! É normal que chorem, é normal que se calem depois, é normal que caiam e façam nódoas negras, é normal que tenham crescido e o pátio seja comum com o resto dos meninos da infantil; É normal! Era tão mais simples se os pais, nas apresentações apenas dissessem quem são os filhos e o que esperam para este ano em duas frases muito explicadas e resumidas e ficássemos por aí. Ouvíssemos a educadora até ao fim e depois sim, dúvidas, personalizar as questões. Tudo no fim.

(A minha mãe já me confirmou, são mas 15 anos, do mesmo).

Voltando ao tema reunião de pais; A minha mãe voltava sempre apavorada, enervada, indignada das nossas, quando andavamos num colégio particular e já tínhamos uns bons 13/14 anos.

Alguns pais, senão, a maioria, diziam-se muito ofendidos porque os professores tinham ralhado. Porque os professores mandaram o seu filho apanhar o papel que tinha atirado para o chão. Ou mesmo que a culpa das más notas dos filhos é do professor. Imaginem crianças a viverem todos os dias sem serem responsabilizadas. A culpa é sempre do outro.

Lembro-me que os meus pais, a minha vida toda, quando eu lhes contava alguma coisa que não tinha corrido bem, ou se me queixava de um professor ou de uma amiga(o) com quem me tinha zangado, era raro tomarem o meu partido. O mais provável era nem darem importância, relativizarem. (E eu furiosa, claro). Mas vamos crescendo e vamos percebendo porquê. Temos que ajudar os nossos filhos a crescer, a crescer com responsabilidades. Desde as mais pequenas, quando são miúdos e sabem onde têm de pôr o lixo. Dizem bom dia e boa tarde; até mais crescidos e a responsabilizarem-se por não terem estudado.

Vamos falhar, claro que sim, de vez em quando seremos baralhados pelo "valor do dinheiro" ou o "valor do estou a pagar", mas sabemos o que queremos, e é ensina-los a serem simples.







 

já em modo outono. Mas com o sol dos últimos dias devem estar a morrer de calor!

 

 

8 comentários:

  1. Adoro o kit da L! O laçarote do cabelo então é lindo! Posso saber onde comprou?
    Beijinhos

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  2. Concordo tanto !!!! Aqui hoje já fui a uma reunião de pais e já vamos com quase 10 aninhos delas e nada muda.... :)

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  3. Olá Marta, Obrigada! claro, é da Parfois!:) às vezes vale a pena ver lojas que não são para criança!

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  4. Já que está a dar "dicas de moda" (hi hi), os sapatos da sua filha são o máximo. São como os de carneira mas parecem em pele. São de onde?
    Obrigada.

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  5. Ola Sara! Infelizmente não posso ajudar muito, foram "herdados" de uns primos meus; de qualquer forma acho que encontra na sapataria do antigo feira nova de telheiras! Sao muito giros e fogem muito ao tradicional sapato de carneira!

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  6. Obrigada de qualquer maneira!
    Aproveito para lhe dizer que gosto imenso do seu blog/trabalho. Já a sigo há algum tempo e vou com certeza tentar fazer uma sessão consigo em breve..
    Bom fds!!

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  7. Adorei… é mesmo isso.
    Eu concordo, sobretudo com a parte em que vamos ficar baralhados e provavelmente falhar em alguns momentos mas afinal o importante é educar pessoas as serem pessoas e não umas bestas mal-educadas e egoístas.
    Tenho a certeza que os teus (L e X) vão ser pessoas como deve ser já deu para perceber que vêm de bases sólidas.

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  8. Bom artigo! Eu estou do outro lado das reuniões de pais - sou professora - e concordo totalmente com o que escreveu. É difícil para quem tem de responder às perguntas e nem sempre é ouvido e aborrecido para quem está sentado ao lado. Coragem para os próximos 15 anos!

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