Um dia normal

A culpa. Todas as mães sentem-na, ou a vida toda, ou uma parte dela. Eu sinto tantas vezes, porque não os fui buscar à escola, porque os deitei cedo demais, porque não variei as refeições como devia, porque zanguei-me por nada, porque pus tantas outras coisas à frente deles...
É difícil, quando vamos conquistando o nosso espaço de novo, perceber onde fica o deles e até onde podemos ir sem nos sentirmos culpadas.

Honestamente, raros foram os dias em que a senti. Mas nos últimos dias, a vontade de trabalhar "só mais um bocadinho"ficam ali no limite entre o "quero tanto ir buscá-los". E a culpa.

Mas fui, levantei-me da cadeira, saí do escritório e fui buscar os gordinhos. Dei-lhes tantos miminhos e fiquei 20 minutos sentada no átrio da escola só a vê-los divertirem-se, correr e a gritar. O gordo punha os pés em tudo o que eram poças de água, o carro que anda sempre com ele também por lá passava, também se sentou nas poças, mas não fazia mal. Só queria vê-lo feliz a brincar. (A roupa, essa muda-se depois); É impagável a felicidade que sai destes miúdos, eles (nós) somos mesmo, mesmo felizes.

De manhã estive com esta família, que está literalmente à espera que chegue a M. O Pai diz que ela já está atrasada, a ansiedade para conhecê-la é imensa, e eu percebo tão bem! O primeiro filho parece que demora tanto tempo a passar...

É aqui que esta família vai crescer, neste jardim que vão passear. Gosto de ir a vossa casa por este motivo, mais tarde vão rever fotografias num sítio que é vosso, que vos diz alguma coisa...


























2 comentários:

  1. ai a culpa.... é difícil estarmos concentradas em construir um projeto e ver os dias passar, eles a crescer... no fim acho que vale a pena o esforço, mas custa muito e sai do corpo.
    :)

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  2. Pois vale:)... Vemo mos sábado? Tripé e Flash?

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