Uma casa de índios

Estas são as semanas decisivas, sem dar por isso os pontapés já são visivéis, e já todos os podem sentir. De dia para dia, coisas novas acontecem, e vou percebendo cada vez melhor o que é que aí vem. (Uma casa de índios, digo para mim, todos os dias).

Passo o dia a senti-lo, isso e às contrações (coisas menos boas, e que a médica já deu a sua ordem: ABRANDAR). É esta a minha grande dificuldade. Quando adoramos o que fazemos, quando adoramos pegar nos nossos filhos ao colo, quando se passa horas e horas a fio em frente ao computador intercalando com horas e horas de agachamentos a fotografar, mas mesmo assim, e apesar das dores, adoramos o que fazemos, abrandar é a palavra que mais sentido faz mas mais custa a assimilar. É o meio termo entre o "estás grávida de 6 meses e já não podes fazer a vida que fazias antes, já não dá" e o "mas até estás bem, não precisas de deixar de trabalhar". O meio termo, o equilibrio, o mais importante e dificil de atingir.

Mas sim, assimilado, e na minha cabeça vou obrigando a questionar tudo o que faço. Ou como posso continuar a fazer protegendo-me.

A Leonor e o Xavier andam intensos... Precisam de se mexer, andam sempre a fazer asneiras, e a minha ansiedade com a vinda de mais um rapaz não ajuda. Todos os dias penso na situação que estou a viver com eles naquele momento (fazer jantar, dar banhos, querer trabalhar ao mesmo tempo que estou com eles) mas acrescento um bebé a chorar de fome. Serve de mini treino para não me atrapalhar... nem enervar na altura. Para já imagino um cenário muito idílico, mas sobretudo tento pensar e habituar-me a barulho, desarrumação e muitos saltos no sofá. Uma casa de índios, portanto. Vai ser bom (convenço-me todos os dias!!:)
A Débora passou connosco o dia e registou uma manhã de muito movimento! Tanto que muitas vezes foi impossível focar:)

















3 comentários:

  1. Que fotos perfeitas!! A leonor é linda e o Xavier, além disso, é um bem disposto!!!! :) Bjinhos*

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  2. Eu tenho a sorte de ter uma "casa de indios" como tão bem a descreves. tenho três piratas (como por vezes lhes chamo), que me desarrumam a casa, saltam nos sofás, camas, passam as mãozinhas em todas as paredes, brincam uns com os outros e fazem um barulho constante; mas acima de tudo....enhem-me a alma a o coração. Ser mãe de tres não é facil, mas é a melhor coisa do mundo!
    Parabens!

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