Da maternidade- a reportagem


Ontem partilhei na minha página do FB esta entrevista, sobre as coisas boas e más da maternidade. Aceitei o convite da TVI, e deixei a equipa entrar em minha casa, tirar-me duas horas do meu dia, não deixei os meus filhos na escola (e vocês sabem como é importante a escola, para a nossa sanidade mental, quando temos um recém nascido); um dos argumentos aliciantes para aceitar este convite, seria também para divulgar o meu trabalho. Aceitei.

Várias pessoas me ligaram a dizer que adoraram; Eu não, e passo a explicar porquê:

Num primeiro momento, pediram-me para falar como e quando tinha sido mãe, e quais as coisas boas. Falei com toda a verdade, que tinha sido instintivo tratar da Leonor (não fiz preparação para o parto), que descobrimos novas capacidades, como o altruísmo, a superação das noites mal dormidas, a flexibilidade de gerir as emoções de felicidade/ irritabilidade que os filhos provocam em nós, de nos testarem e mesmo assim termos esta capacidade de os amarmos imenso, porque somos mães); A resposta do dito psicólogo foi inacreditável "A Catarina passa uma imagem de conversa para dizer na televisão e ficar muito bonito".
Quem é que pode dizer que a minha experiência não é válida, e é uma farsa? Ninguém. Como é que a experiência de ser mãe pode ser generalizada desta maneira? Então porque precisam da minha partilha?
Para mim foi instintivo tratar da minha filha, para outras pessoas não será, e isso não tem problema! Agora dizer que "o corpo da mulher não foi preparado para isso, basta olhar para a nossa história"? O quê? Então foi o do homem preparado para isso?

Mais à frente falamos das coisas menos boas, e até refiro que não consigo tomar banho todos os dias!(É mesmo conversa bonita dizer isto em plena televisão nacional) Mas isto, este senhor já não comenta, aliás, nem passaram na reportagem (refere apenas como graça a Cristina Ferreira).

Ficamos a espera da Leonor, e como contei na entrevista (mas não passou essa parte...), ela chorava muito, chorou quase dia e noite os primeiros 5/6 meses. Nao foi fácil, não foi simples, mas ainda assim o que me consigo lembrar é de momentos óptimos! Tanto que engravidei mais 3 vezes, e todas elas planeadíssimas, ao contrário da Leonor.

Se nós mulheres não fomos também feitas para isto, não teríamos filhos. As tribos e civilizações mais remotas, em que se vive do trabalho no campo e em que as mães andam com os filhos o tempo todo, os bebés não choram, porque as mulheres (não instruídas, nem ensinadas a ser mães) seguem os seus instintos, de protecção, de alimentação, de cuidar. Como se pode dizer uma animalidade destas em plena televisão?

Contrario tudo isto, e incentivo a confiarem em vocês enquanto mães e mulheres, o nosso corpo foi mesmo feito para isto. No nosso projecto de vida por passar ou não pela maternidade, mas isso é uma opção, consciente, de cada mulher sobre o que quer para si. Assim como ser mãe a tempo inteiro (tão louvável e tão pouco creditado- para este senhor, esta mulher estaria totalmente castrada, ser apenas mãe), ou ser mãe e trabalhar ao mesmo tempo. Acima de tudo é importante perceber que ser mãe não nos retira nada, antes pelo contrário, acrescenta.

Falei em como o blogue me ajudou, na partilha, a não estar tão isolada; de como no projecto Mães Reais, falamos do que é ser mãe. (Nunca foi partilhado na reportagem, apesar da promessa de divulgação do trabalho)

Não posso deixar de me sentir numa ratoeira, enganada e ridicularizada.







37 comentários:

  1. Catarina, eu gostei muito de te ver, tudo o que disseste é verdadeiro, puro e genuíno, não gostei do senhor psicólogo, achei completamente idiota e ainda por cima falava do que não sabia, na altura apeteceu-me comentar mas eu por natureza tento não dar muita importância aos aspectos negativos, e desta entrevista retive apenas a tua sinceridade, o altruísmo com que abriste as portas da tua casa, da tua família...foi a parte bonita, tudo o resto não passam de especulações de um senhor psicólogo que nunca foi mãe certamente.

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  2. A TV tem destas coisas! Ainda hoje estiveram na TVI 3 bloggers e mal puderam falar!!
    Enfim Catarina, o que interessa é que te conhecemos aqui!!! Beijinhos

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  3. Gostei muito de vos ver aos 4 achei uma família linda e verdadeira... Não gostei dos comentários nem do psicólogo nem da Cristina... E achei muito estranho não dizerem quem és como profissional... Mas é o mal das televisões... Deu para ouvir-te além de ver (fotos) foi muito bom na mesma!!! ;)

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  4. Estou contigo. E acrescento mais: Já não há paciência para a conversa de "Ser mãe é tão complicado, a gravidez é super desconfortável, o parto um filme de terror, dar de mamar é tão doloroso e os filhos roubam-nos a vida que tínhamos. É uma fortuna o que se gasta com eles. Afastam o casal. Nunca mais dormimos, nunca mais isto, nunca mais aquilo..." Que me desculpem as mães que passam por esta experiência desta maneira, não estão sozinhas, mas isso não quer dizer que seja assim para todas. Eu adorei a gravidez, o parto foi uma experiência maravilhosa e tudo o resto, tal como dizes, foi instintivo. E quando ele começou a dormir a noite toda, aos três meses, voltei a dormir como uma pedra. Acordo com as cotoveladas do meu marido. Esta ideia de que é tudo muito complicado torna as mães e pais mais inseguros em relação às suas capacidades o que dificulta tudo... O "instinto" passa muito por sermos pessoas confiantes. Muita gente que viu a entrevista discordou do senhor, tenho a certeza.

    PS. Hoje não te estava a ver, o Frederico é que me avisou e eu parecia uma lunática à procura na rua.

    Beijinhos,
    Rafaela

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    1. Rafaela, copy paste!IRRA! Ninguém pode dizer bem da maternidade, somos logo umas tontas que não sabemos o que é a vida! Obrigada pelo teu testemunho!!!
      Gostei de vos "mirar" ao longe!! Temos de combinar um lanche no jardim! Quero muito conhecer o S!!!

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    2. Antes tontas e felizes! Somos certamente umas privilegiadas, ter o apoio dos maridos e família ajuda muito. Mas por favor, parem de injectar esta pressão toda numa experiência tão natural! Também quero conhecer o vosso mini S, já tenho tantas saudades de bebés pequeninos... Quando quiseres avisa, o nosso começou agora a brincar mais a sério e já anda nos baloiços e tal...

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    3. Totalmente de acordo!!! Tenho 29 anos e dois filhos. A minha maior motivação quando vou trabalhar é pensar que posso construir uma familia com 3 filhos!!! Pois sim... adorei estar grávida, amo ser mãe com todas as coisas menos boas que tem (e digo-vos que a minha filha, a mais nova, nasceu com uma lesão de pele gigante com risco de melanoma, é uma criança de risco) e ainda assim penso em ter uma família maior. A maternidade supera-se de tão boa que é!!!!

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  5. Catarina, mas quem é que liga ao que diz o Quintino Aires?!! Não te sintas melindrada pois não há motivo!
    Eu fiquei de sorriso nos lábios, a ver os teus filhotes eufóricos a fazerem diabruras e tu conseguiste articular o teu discurso de forma coerente! Deste a tua opinião e o Quintino deu a dele. Haverá mães a concordar com uma e outra.
    Foste muito empática, super natural e, na minha opinião, a mensagem passou.
    Os meus filhotes têm a mesma idade que os teus (mais, mês, menos mês) e eu, que ando a sonhar com o terceiro, até estremeci depois de ver-te. Acho que ando meia esquecida da loucura que é a vida, com um bebé :-)))))

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  6. Esqueci-me de assinar pela segunda vez ;(... Sou a Filipa e sou mãe de 2 meninos de 29 meses!!! Sou do Porto, e adoro todas as tuaa fotografias!!!!! Como não tenho nenhum blog isto parece sempre como Unknown, tenho q descobrir como mudo isto!! ;) Peço desculpa pelo lapso!

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  7. Concordo plenamente com aquilo que disse, senti precisamente o mesmo que quando tive o meu primeiro filho, quer quando tive as minhas gémeas. Quanto ao panorama televisivo do nossso país, é o que temos, infelizmente, o que não deixa de ser preocupante, deixando-me a pensar...mas afinal o que prentendiam mesmo??

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  8. Acabei de ver a reportagem.
    Ridículo este dito psicólogo. ( adorei quando ele começou logo por dizer : " Eu, pessoalmente") ahahh nem é para ser levado a sério.
    Tem uma família linda e filhos que parecem ser muito felizes e isso sim, é o mais importante!
    Muitos beijinhos e continue com este lindo blog.

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  9. Ainda bem que vi este post, estava intrigada com a entrevista porque também não gostei nada dos comentários do psicólogo (de quem não gosto geralmente). Acho que todas as pessoas que têm filhos sabem que nem sempre é fácil mas isso não significa que não seja bom na mesma.
    Para mim o pior foi a privação do sono mas ainda me lembro de a meio da noite no desespero de querer dormir e estar a mudar uma fralda a Inês olhar para mim e rir-se. É uma sensação tão boa que de repente já nem me importava de estar acordada só para podermos estar ali as duas a olhar uma para a outra e nos rirmos.
    É piroso e é um lugar comum mas ser mãe é mesmo " A melhor coisa do Mundo".

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  10. Catarina, este senhor sim, fala para ficar "bem" em televisão, ou pelo menos assim julga... debita lugares comuns, frases feitas, que não correspondem à realidade.
    Estiveste tão bem, mas tão bem, que o que ele diz ou não diz não importa nada!
    Tu e os teus meninos são uma simpatia!

    Beijinhos

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  11. nem ligue Catarina... os comentários desse Sr. Psicólogo deixam sempre um pouco a desejar! sou psicóloga e raramente revejo as minhas bases e pressupostos teóricos no que esse Sr da TVI costuma dizer! a vida de uma mãe não é cor de rosa, e pelo que escreve vê-se bem que a sua não é! mas lembrar-se dos aspetos positivos e tentar realçar ao fim do dia o que de melhor viveu, significa apenas que é uma pessoa adaptada e optimista! o que de acordo com a generalidade dos estudos científicos faz bem à saúde mental e física de todas as pessoas!!! continue no seu caminho de vida, porque é o seu e da sua família e continue a ser feliz!!! e já agora faça-nos a nós também felizes pelas suas partilhas, companhia e fotografias. Rita Rosa

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  12. nem ligue Catarina... os comentários desse Sr. Psicólogo deixam sempre um pouco a desejar! sou psicóloga e raramente revejo as minhas bases e pressupostos teóricos no que esse Sr da TVI costuma dizer! a vida de uma mãe não é cor de rosa, e pelo que escreve vê-se bem que a sua não é! mas lembrar-se dos aspetos positivos e tentar realçar ao fim do dia o que de melhor viveu, significa apenas que é uma pessoa adaptada e optimista! o que de acordo com a generalidade dos estudos científicos faz bem à saúde mental e física de todas as pessoas!!! continue no seu caminho de vida, porque é o seu e da sua família e continue a ser feliz!!! e já agora faça-nos a nós também felizes pelas suas partilhas, companhia e fotografias. Rita Rosa

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  13. bom dia!
    a conversa deste Sr. psicólogo (nem precisava de ver a reportagem, para saber o tom da sua conversa) é sempre perturbadora para pessoas com sanidade mental. sou psicóloga e não consigo rever-me nos conceitos e bases teóricas que ele apresenta nos seus comentários carregadinhos de preconceitos (que são válidos enquanto pessoa, mas não enquanto profissional que vem para a televisão comentar!!!). a vida de uma mãe não é cor de rosa e nas suas publicações não me passa nada a ideia de que a sua o seja, até porque já passou por diversas dificuldades... mas chegar ao fim do dia, sorrir e pensar naquilo que de melhor viveu, é sinal de ser uma pessoa adaptada e optimista, o que de acordo com a generalidade dos estudos científicos faz bem à saúde mental e física de todas as pessoas!!! seja feliz, continue a sua caminhada pessoal e em família!!! e já agora vá-nos fazendo felizes e companhia com os seus testemunhos e fotografias! :-) Rita Rosa

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  14. Também vi e achei a reportagem fraca. Acompanho o blog e acho que és uma pessoa com coisas muito interessantes para contar, não só sobre a tua experiência enquanto mãe mas também sobre o teu projecto. Cortaram a entrevista de tal maneira que senti, mesmo antes de ler o teu post, que muito mais teria ficado por dizer. É uma pena que a televisão funcione desta maneira.

    http://thatescalatedquickly.blogs.sapo.pt/

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  15. Tenho 2 filhos, um menino com 3 anos e uma menina com 18 meses, e tenho 29 anos. Não sinto que a maternidade me tenha tirado nada de nada! Pelo contrário... Acho inacreditável a opinião do dito psicólogo; já não acho tão inacreditável a postura da apresentadora que se encaixa na perfeição com o registo tvi (canal proibido cá em casa!!!!).
    Adiante, como grávida e mãe praticante só posso recomendar a todas as mulheres que sentem minimamente o desejo de alcançar este estado de pura felicidade, que o sejam, que não se intimidem com estes depoimentos pessimistas pois desde que o mundo é mundo que as mulheres têm filhos, ou não estariamos aqui hoje! Quando falo de ser mãe praticante, não estou a falar da opção de ser mãe a tempo inteiro, opção essa que admiro muito e gabo a coragem, mas sim se ser uma mãe activa e presente, ainda que trabalhadora (emprego fora de casa). Ouço muita mãezinha por aí a queixar-se do tanto que os filhos lhes tiraram por terem "horas" para levar e buscar os filhos ao colégio, por terem de pedinchar aos avós que fiquem com os netos ao fim-de-semana e do tanto barulho e sujeira que fazem nas 2 horas por dia que perdem com eles!!! Muitas destas mães, e aqui falo com conhecimento de causa, não trabalham, passam o dia nos cafés e cabeleireiros e no entanto são as últimas a ir buscar as crianças à escola, bem no limite do horário! Para que têm filhos então?
    Eu morro de saudades o dia todo, quando passa das 17h00 já só penso no momento de ir buscá-los às avós e ver aquelas caras sorridentes a gritar "mammmmmmããããã" ou no caso da mais nova "minha mãnha". DELICIOSO! Só de escrever isto até me dá um frio na barriga. É muito bom!
    Para terminar, é óbvio que não são só flores. A maternidade traz também maus momentos, angústias e desesperos. A minha filha nasceu com uma lesão gigante na pele com risco de melanoma, é por isso uma criança de risco. Sei bem o que é sentir angústia. Ainda assim, podendo terei mais um filho! três seria perfeito ;)
    Felicidades

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  16. Catarina, depois de ter visto a sua participação na entrevista da TVI e dos comentários da apresentadora e psicólogo, não resisti a escrever-lhe, ainda que não seja meu hábito comentar blogues. Como é que é possível alguém distorcer tanto o seu testemunho? O importante é mostrar que as mães sofrem muito, que deixam de ser mulheres, etc. Não se dá crédito a mães que nasceram ou conquistaram o seu lado maternal mais instintivo, às mães que são mãe com prazer, com tudo de bom e de menos bem que vem com a maternidade. Eu sigo alguns blogues, entre os quais o seu, do qual sou fã, super FÃ. E sabe porquê? Porque conjuga duas realidades que adoro: ser mãe e a fotografia. Tem uma reportagem fotográfica, do seu núcleo familiar e de todas as pessoas que vai conhecendo atrvés do seu projecto, absolutamente fantástica. Fotografias com vida, com alma, com afectos e ternura que passam o ecrã. E o seu blogue transmite uma vida real. Uma vida que muitas mães vivem, com momentos de pico, altos e baixos ... uma vida menos de fantasia e de perfeição. Mostre o seu descontentamento, mas continue a ser a Catarina que nos vai dando a conhecer por aqui e por tudo o que faz. Vale a pena ler e ver as suas partilhes. Um beijinho de admiração. MS

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  17. Olá Catarina,

    Eu achei que o psicólogo tinha uma saídas idiotas. Compreendo que estes programas sejam para as massas, ainda por cima umas massas muito específicas, e que queiram ajudar as pessoas mais inseguras a perceber que há lugar para elas.
    No entanto, mesmo que o senhor pensasse o que disse, não pode ofender uma convidada, reitero, convidada, que amavelmente abriu a sua intimidade, casa, família e histórias. Com certeza foi automático, todavia não foi respeitador.

    Exactamente como a Catarina refere, há tantas mães que não fazem cursos pensados por enfermeiras, médicos e parteiras do mundo civilizado, e que, por isso, se lhes nasce o instinto. Vejamos muitas meninas que brincam com os seus "bebés"... Nas tribos não há cursos de preparação para o parto e não se pode dizer que as mães não são extremosas. Antigamente não havia cursos e as mães gostavam igualmente dos filhos (eventualmente o apego poderia ser ligeiramente inferior nas classes mais baixas, onde havia muitas bocas para alimentar).

    A Cristina Ferreira, por mais que faça blogues e livros com fotografias cheias de pinta, tenha vestidos arranjados (bonitos nao, desculpe...) e maquilhagem perfeita, nunca terá aquilo a que se chama classe. A senhora própria admite. E isso não tem nada a ver com ter-se nascido no campo nem com ter uma tia que vende no mercado. Classe tem a ver com educação, saber estar e não impor a nossa presença aos espaços e às pessoas. Mas quando a senhora começa a falar, não há camadas, qual cebola, que a ajudem. E isso não ajudou a dirigir o discurso para ouvir as convidadas e daí originar a conversa.

    Quanto aos temas que não passaram, infelizmente os jornalistas sofrem pressões para reduzir conteúdo e têm de escolher aquele que dá mais que falar...

    Por isso, por favor Catarina, não se deixe magoar e não dê importância.
    As suas leitoras ficaram certamente felizes por a ver a mexer-se e a falar, já que a vemos sempre em fotos.

    Bjs!

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    1. AH AH Adorei!! que perfeita descrição da Crisitina Ferreira :)

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  18. Quando estava gravida fui abordada por uma jornalista e fotografo de um jornal no corte ingles que estavam desesperados a procura de gravidas para um artigo sobre partos em hospitais publicos ou privados. Detesto este tipo de exposicao mas mais por pena acedi, resultado deturparam completamente as minhas palavras e passaram uma imagem minha futil por ter optado pelo privado e por fazer uma cesariana planeada. Fiquei muito triste e senti-me como se sente Catarina, enganada. O que vale é que para quem realmente conta a nossa imagem e jamais sai beliscada. Parabéns pela entrevista e lindos bebes.

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  19. Catarina, confesso que não tinha visto a peça até ao fim, Só vi a tua entrevista e achei que estiveste mto bem. Os miúdos a chorar e pegados um com o outro, tudo muito natural, muito real. Entretanto acabei de ver tudo e... pronto. Deixa.
    beijinhos

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  20. Querida Catarina, foi um prazer poder vê-la falar e ver os seus filhos lindos. Quando vi a reportagem também não gostei muito do conteudo., mas infelizmente é a sensibilidade para a maternidade em particular com mães de famílias numerosas. Pois, à uns tempos passaram uma reportagem com duas mães de famílias numerosas com 7 filhos e no fim a Cristina Ferreira limitou-se a gracejar que elas não conseguiam ler um livro com tantos filhos.
    Ainda não sou mãe, mas é uma inspiração para mim ver uma família feliz e a viver em plenitude com as coisas boas e menos boas a maternidade. Parabéns!
    Beijinhos

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  21. Querida Catarina, foi um prazer poder vê-la falar e ver os seus filhos lindos. Quando vi a reportagem também não gostei muito do conteudo., mas infelizmente é a sensibilidade para a maternidade em particular com mães de famílias numerosas. Pois, à uns tempos passaram uma reportagem com duas mães de famílias numerosas com 7 filhos e no fim a Cristina Ferreira limitou-se a gracejar que elas não conseguiam ler um livro com tantos filhos.
    Ainda não sou mãe, mas é uma inspiração para mim ver uma família feliz e a viver em plenitude com as coisas boas e menos boas a maternidade. Parabéns!
    Beijinhos

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  22. Olá Catarina,
    Sou mãe a tempo inteiro de duas meninas (15 e 18 anos), fui e sou mãe a tempo inteiro por opção, mas admiro todas as mulheres que são mães, independentemente da opção que façam,e não me sinto nada infeliz (o que para este senhor seria uma aberração). Também senti o mesmo instinto maternal que falou e apesar de ter engordado mais de 20 kgs nas duas vezes, adorei estar grávida.
    Nem tudo são rosas...mas o balanço tem sido muito positivo e quando os espinhos aparecem são tirados com carinho, para machucarem o menos possível.
    Parabéns pelos lindos filhos que tem, pelo seu projecto e faça favor de continuar a ser feliz.
    Beijinhos
    Ana

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  23. Catarina peço desculpa mas acho que em parte isto foi fruto da sua ingeniudade... passo a explicar... já me convidaram tambem para aparecer na TVI com os meus filhos e marido porque em tempos queriam fazer uma peça precisamente sobre como é que hoje em dias as mulheres conseguem conciliar vida profissional + vida pessoal, acharam logo o máximo eu ter 2 filhos, uma vida profissional ativa...ou seja o quadro perfeito... confesso que de início pensei "porque não"?, mas ao pensar melhor lembrei-me que este tipo de trabalho jornalstico acaba sempre por sair destorcido no sentido em que apenas passam aquilo que lhes dá jeito para a história que estão a contar... ainda mais num programa com a Cristina Ferreira Catarina que é boa apresentadora (num género...) ok mas pelo amor de Deus... Alias vê-se logo o nível dela quando ao falar do Xavier diz em direto "Este miúdo tem graça... mas ainda bem que não é o meu"!!! Pois claro... também não estava a ver a Cristina da Ericeira com um Xavier, mas antes com um Tiago Alexandre, tal como ela tem!
    Eles, a meu ver, escolheram mal os testemunhos... deviam ter escolhido não a Catarina nem a Mariana mas sim outro género de mulheres que fossem para lá dizer que terem engravidado foi a pior coisa que lhes aconteceu na vida e que desde que filho nasceu choram todos os dias com saudades dos tempos em que não eram mães!!!! Isto sim é digno de um programa à Cristina Ferreira e isto sim é que o psicólogo gostava de ter ouvido!
    Tenho filhos e penso como a Catarina: adoro ser Mãe e acho que é a melhor coisa do mundo, apesar obviamente das noites mal dormidas, o cansaço acumulado... tenho 2 neste momento e para o ano quero tentar o 3º! Sim! Não tenho vergonha de o admitir! Adoro ser Mãe e mais: se pudesse tinha uns 5!!!!

    Um grande beijinho Catarina e sabe que já fui fotografada por si :)

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  24. Catarina, antes de qualquer coisa devo dizer-te que adorei ver-te e ouvir-te! Estiveste muito bem mesmo! Os meus parabéns sinceros. E estou contigo em tudo.
    Não gosto deste senhor, já tive algumas "discussões" acerca de alguns comentários e opiniões dele como por exemplo sobre as megas vantagens de um ensino em casa em prol da escola; sobre o profissionalismo dos nossos professores, entre outras temáticas. Este tema é mais um, em que discordo em absoluto sobre o que este senhor psicólogo pensa e mais do que isso do que diz como sendo uma verdade absoluta.

    Não obstante a isto tudo, deixo-te um beijinho especial e um obrigada por seres transparente e positiva!

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  25. Catarina, Parabéns estavam os 4 muito queridos e falou tão bem e muito sincera!! Dizer para ser bonito na televisão?? surreal...
    A mulher não está preparada para ser mãe??! Esse psicólogo estava parvo... meteu na cabeça que tinha que passar a imagem que ser mãe era perder a individualidade e quase só coisas más - e que as pessoas não falam disso...
    Acho que é bom que se fale das dificuldades com naturalidade, (tal como a Catarina falou) mas reduzir o ser mãe a isso é completamente ignorante...
    Sinceramente não concordo nada com a opinião dele - que não se fala dos problemas que a maternidade traz.
    Eu acho que se fala imenso disso. E que todos os pais se estão sempre a queixar do tempo que já não tem para fazer aquilo que lhes apetece. E o quanto as crianças são chatas e se portam mal. Tudo negativo!!
    Estes pequeninos maravilhosos vão crescer num instante...
    E até aposto que quem se queixa tanto que não tam vida por causa dos filhos, daqui a 15-20 anos vai-se estar a queixar de saudades deles serem pequeninos e que a vida sem eles não tem piada. Há que aproveitar cada fase da vida...
    Enfim, filosofias!
    Mas
    Percebo perfeitamente que se sinta defraudada... nem falaram do seu projecto!

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  26. Olá Catarina, sou a Joana que te escreveu um mail há tempos. Sinto-me completamente solidária com o teu post, eu ter-me-ia sentido enganada e ultrajada exactamente como tu. Mas o psicólogo é um idiota e muito pouco inteligente, porque usar a história da humanidade como exemplo é dar um tiro nos pés, já que os factos o contradizem completamente. O tom do programa é muito reles, e estavas ali um pouco deslocada. Mas qualquer pessoa com dois dedos de testa percebia que as entrevistas foram cortadas de forma enviesada, para além de que foi importante a parte em que dizias que acabavas por vezes os dias a berrar com os dois mais velhos, e com o pequenino a chorar para ajudar à festa. Foi um momento de grande franqueza, que mostrou bem como a leitura do psicólogo era injusta para contigo e estava a deturpar tudo. Tranquila, que nas entrelinhas passou bem a ideia de uma família real, não em "tons pastel", mas feliz e integrada. Parabéns!

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  27. Catarina,

    Conheço o seu projeto e a si há um ano e meio, desde que fizemos uma mini—sessão na Gulbenkian. Somos da mesma idade embora eu não seja casada e não tenha filhos. E, embora não faça parte dos meus planos ser mãe, sempre a admirei pelo estilo descontraído de educação que dá aos seus filhos. Assim, e por isso mesmo, não vou ver a reportagem. Não acredito que essa reportagem reflita a Catarina que eu e os outros leitores conhecem!

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  28. Catarina, venho "vê-la" de vez em quando, mas sempre com muito gosto. Só vi agora a reportagem através do link e resolvi comentar porque ando com este Quintino Aires aqui atravessado há uma série de tempo e o que o ouvi dizer na semana passada, numa outra reportagem, ainda me deixou mais boquiaberta (que os bebés devem passar para o seu próprio quarto aos 3 meses para não terem graves danos no futuro. Eu pensei de imediato: o "gajo" nunca amamentou de madrugada no inverno. Enfim... nunca mais terminava a minha dissertação sobre ele.) O fulano diz coisas que não lembra ao diabo e parece-me que está cada vez mais com um ego tão, mas tão elevado que, não tarda nada, não há quem lhe valha. Ignore. Foi o que lhe decidi fazer. Não merece mais. A Catarina é que sabe... vocês como família é que sabem. Temos muito dentro de nós e no nosso corpo (como um todo) que nos dá muitas e boas indicações. Como costumo dizer: as teorias sobre os filhos são muito lindas, sobretudo nos livros e nas bocas de quem não os tem.
    Adorei ver os seus pequenotes ativos e "pegados". Como os meus o fazem tantas e tantas vezes (tenho 2 meninos, um com 5 e outro com quase, quase três. E não tiro da ideia um terceiro).
    Beijos muitos e tudo de bom (diretos do Porto).

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  29. Querida Catarina, tem o direito de não ter gostado da reportagem, mas o que disse é verdade! Sou mãe de uma bebe de 4 meses ( tal como o seu fofo Sebastião ) e efetivamente a maternidade não tem só momentos cor de rosa. Mas mesmo assim... É maravilhoso!!!!! E acrescenta muito a vida!!! Foi através da reportagem e de uma marca de roupa ( da Raquel ) que vim ter ai seu blog, tornando me seguidora diária. Beijinhos e parabéns pela família super amorosa ( ass: Cláudia M.)

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  30. Querida Catarina, tem o direito de não ter gostado da reportagem, mas o que disse é verdade! Sou mãe de uma bebe de 4 meses ( tal como o seu fofo Sebastião ) e efetivamente a maternidade não tem só momentos cor de rosa. Mas mesmo assim... É maravilhoso!!!!! E acrescenta muito a vida!!! Foi através da reportagem e de uma marca de roupa ( da Raquel ) que vim ter ai seu blog, tornando me seguidora diária. Beijinhos e parabéns pela família super amorosa ( ass: Cláudia M.)

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