Sozinha com os três

Os dois em casa, e muitas asneiras, muitas discussões, muitos gritos! Ai! Tantas vezes a dizer o mesmo, nunca obedecem, obrigam-me a falar mais alto, obrigam-me a ficar nervosa!! (wellcome to the real world!!)

Quis sair de casa duas vezes com eles, mas foi impossível, entre uma reportagem cá em casa (depois mostro), dar de mamar, fazê-los arrumar os brinquedos que desarrumaram na sala, ninguém dormiu a sesta, o Sebastião, com tudo pronto resolve bolsar de tal modo que tive de dar banho. Enquanto preparava o banho consegui tirar lhes umas fotografias (ponto alto do dia), e tirar a fotografia de todos os meses na cadeira. Agora ele dorme e eles vêem um filme, já perdi a coragem de sair, só de pensar em quantas vezes vou ter que me zangar com o Xavier, ou pedir à Leonor para parar de ser parva (está a entrar naquela idade.....) para mim é uma pré-adolescente.

Enquanto está tudo calmo penso no que me lembro do dia de hoje (gritar, gritar, gritar) e no que eles se lembrarão. Sou só a chata que os obriga a arrumar os brinquedos e se zanga quando se portam mal? Sou só a chata que não deixa saltar no sofá? Espero que se lembrem da manhã a "cozinhar" bolos coloridos, dos beijinhos que lhes dou e dos abraços apertados, das noites  de mimos na cama da mãe quando o pai não está...






















7 comentários:

  1. Como pessoa que cresceu com uma má referência da mãe, digo-te que o que mais me lembro é de fazer bolos com a minha tia ou das histórias que me lia o meu pai. Claro que a tia e o pai também me ralhavam, foram eles que me deram educação, valores, mas no fim de contas o que se sobrepõe é o amor e tenho a certeza de que é disso que eles se lembrarão. Mesmo que as recordações não sejam muito claras, crescerão com o sentimento de que foram amados. E é quanto basta. Foi por causa desse sentimento que consegui dentro de mim mesma fazer as pazes com a minha mãe.
    :)

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  2. Também sou mãe de 3 (6 e meio, 5 e 2 e meio) e identifico-me com tudo o que escreveu... Sair sozinha com os 3 é coisa que só tive coragem de fazer uns 6 meses depois da R. nascer e num ambiente controlado (ie, nada de espaços públicos! só casa-carro-casa dos avós-carro-casa ou casa-carro-colégio dos 2 mais velhos-carro-casa). Mas apesar de todo o trabalho que dá, das dores de cabeça, das questões que coloca acima, é delicioso ter 3 filhos assim juntinhos! Também tive os 3 em menos de 4 anos... Uma loucura! Mas não trocava isto por NADA... Apesar dos dias de berros e zangas e frustrações (deles e nossas) tenho a certeza que eles vão guardar as coisas boas. O nossa estrutura interna encarrega-se disso e o amor deles por nós é incondicional!

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  3. Catarina.
    Acredite que a admiro muito. Pela mãe que é e pela força e coragem que tem. E por mostrar que é uma mãe real. Uma mãe que se zanga, que fala dos cocos e disse bolsados,das birras... ou seja que fala de tudo! A vida e as crianças não são perfeitas e adoro a naturalidade, a simplicidade com que nos conta (também) isso.
    Parabéns! Gosto mesmo de vocês e de vos acompanhar.

    Tenho a certeza que guardarão todos os momentos doces e bons. Tenho a certeza que terão um orgulho imenso na mãe que têm. Muito orgulho,também, de um dia lerem textos como este que escreveu hoje e constatarem que a mãe teve receio que se esqyecessem das coisas boas.

    Um beijinho enorme*

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  4. Claro que se lembrarão, Catarina! Se os tiverem lembrar-se-ão! :)
    Btw, já experimentou fazer do "arrumar brinquedos" uma brincadeira ou um jogo? Em que, por exemplo, o prémio é fazer bolos ou bolachas, ou ver um filme, ou um lanche especial ou qualquer outra coisa de que gostem, mas assim simples?

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  5. estou tão apaixonada!
    a vossa família é linda, parabéns!
    DMoura

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  6. Que imagens deliciosas Catarina!
    Adoro o ar curioso do bebé Sebastião!

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