As escolas E a nova escola.

chegou o dia em que percebemos a real dificuldade de filhos e escolas. Chegou o dia em que quase me arrependi de estar à espera do quarto filho. Em que pensei que quem põe as mãos na cabeça e nos chama loucos inconscientes tem toda a razão.

Passo a explicar: sempre andamos os dois entre colégio e escola pública e tanto uma como a outra tinham corrido bem. Sempre soubemos que gostávamos de ter alguns filhos mas que, para isso ser possível, iríamos sempre recorrer à escola pública (até porque ambos temos imensa disponibilidade para os acompanhar e sabemos a importância que isso tem, e era uma premissa bastante forte para nós. O papel de educador é nosso).

Os nossos filhos andam os dois numa ipss perto da nossa casa antiga e portanto bem longe da nossa casa actual. O sebastiao esteve em casa mas tem vaga para entrar em setembro na escola dos irmãos. Mas a escola acaba para a Leonor, que tem de entrar numa do seu agrupamento, ou seja na sua zona de residência. 

Há umas semanas fomos entregar a inscrição dela e do Xavier. No raio de 1km temos 3 escolas óptimas ao lado de casa, e descobrimos nesse dia que afinal de contas nenhuma delas é a do nosso agrupamento. Então, qual é afinal? 

Uma escola que não temos feedback, que as pessoas e bairros envolventes nos preocupam e que fica a meia hora de casa a pé, contra os 5 minutos das restantes. A nossa primeira filha e nos meio perdidos no meio de tantas incertezas.

E se o xavier entrar noutra que não a dela? Ficamos com 3 crianças em escolas e zonas diferentes.

A equação não estava a ficar melhor. Mãos na cabeça e pensar que por um número de porta não temos acesso à escola que nos resolveria todos os problemas.

Nesses dias e pela primeira vez pensei que se tivesse hipótese punha-os a todos num colégio. Perdia vida, perdiamos programas, coisas que nos fazem felizes e tão importantes, vivamos a contar todos os tostões mas talvez valesse a pena.

No meio disto tudo surgiu um convite irrecusável. Daqueles que nos fazem suspirar de alívio e chorar de alegria. Ser embaixadora do Externato Luso-Britânico! Ter lá o Xavier e a Leonor sem que isso se torne insuportável financeiramente.

O externato é muito perto de casa e corresponde a 100% ao que procurariamos numa escola para eles, e por isso aceitei com imenso orgulho e muito agradecida.

Para mim, muito mais que o ensino bilíngue, é a familiaridade da escola, as turmas pequenas e a consequente possibilidade de um ensino e orientação mais focada em cada aluno em particular. Isto, para mim, é ouro.

Ainda fiquei mais contente quando me apresentaram o projecto pedagógico, muito inspirado em high
Scope, um método americano que dá imensa liberdade à criança na escolha das actividades, entre outras. Estamos muito, muito felizes com esta oportunidade, e com uma expectativa enorme! Acima de tudo queremos os nossos filhos felizes, tranquilos, seguros e compreendidos numa fase ainda tão importante e fundamental para a construção do seu carácter.

Naturalmente me vão ouvir falar algumas vezes sobre a nossa experiência aqui. Vai ser "apenas" a escola que mais os vai marcar.





3 comentários:

  1. Fecharam-lhe muitas janelas, mas eis que se lhe abriu uma grande porta!
    Felicidades para os seus meninos. Vão adorar a experiência, com certeza!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. somos vizinhas... daí vê-los em família tantas vezes no continente do bairro ;)
    boa sorte para esta nova fase

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