Dar de mamar

Nunca pensei muito no assunto. De todos os bebés que tive nem pus na mesa a hipótese de não dar. Para mim não era uma "opção", era o passo seguinte, a ligação com os meus bebés, mais que alimentar de uma forma natural, era o mimo e o tempo juntos.

Dei de mamar 6 meses à Leonor. Ela era um bebé tão difícil, que, entre as cólicas, resistência ao sono e não gostar de chucha, mais as várias alturas em que mamava de hora a hora dia e noite me fizeram querer desistir muitas vezes. Era o cansaço a falar. 

Dei ao Xavier também. Apesar de só mais tarde ter percebido, a experiência "Leonor " deixou muitas marcas. Comecei por comprar infacol antes de ele nascer, só mesmo para estar por perto, e à primeira mastite "ala que se faz tarde" vamos já para biberon. Ele tinha dois meses e era meio chanfrado a mamar. Eu tinha dois filhos e queria uma folga. Hoje sei que poderia ter continuado, apesar da mastite, mas na altura a minha cabeça queria gerir o melhor possível e garantir que não falhava a atenção a Leonor.

Do Sebastião tudo sempre correu muito bem. Não houve grandes problemas com a subida de leite, nem com a pega, ao contrário dos irmãos, mamava lindamente de 3 em 3 horas. Eu, mãe mais velha e experiente sabia que não iria falhar na atenção aos outros filhos e que estava tudo bem. Fiz dieta rigorosa até, e o leite nunca faltou. Comecei a correr e fazer exercício muito cedo, demasiado até, e o leite nunca faltou. Dei até aos 4 meses, altura em que comecei a fotografar os casamentos e a precisar de mais tempo fora.

Da Graça não fiz planos. Talvez por este sexto sentido das mães ser mesmo especial. De facto, não poderia planear ou controlar fosse o que fosse. Imaginei que iria dar,  o tempo que me apetecesse e a ela também. A verdade é, também, que ela não quer outra coisa é eu também. Mesmo passando uma semana sem mamar, tirei leite sempre parar manter a produção, e ainda aqui estamos. Orgulhosa e feliz .


Sem comentários:

Enviar um comentário