A escrava da dona Graça

Tenho tido poucas oportunidades de vir escrever no blog. Com imensa pena minha!

Os dias são uma loucura e o tempo sentada ao computador cada vez menos. A verdade é que prefiro sair de casa e espairecer, e assim os dias vão passando e cada vez menos aqui vou. O instagram ajuda, é tão mais rápido e acompanha-me de uma maneira mais simples e descomplicada! (que é como se quer)!!

Depois de ultrapassadas algumas dificuldades com a Graça e a minha cabeça (quem não as tem?), e voltando atrás á tentativa frustrada de desmame da miúda, reconciliámo-nos as duas. O facto de estar muito desatinada, mamar mal, fazer greve de fome entre os 3 e os 4 meses, levou-me quase à loucura. A desesperar pela minha vida de volta (mais que o costume) e por alguns horários para que este meu (sempre adiável) regresso ao trabalho se tornasse mais tranquilo.

Bom, apesar de melhores (as duas), o regresso ao trabalho parece ainda algo  muito longínquo, ainda me sinto totalmente desgovernada. Ainda muito em "pós-parto", ainda muito nos tempos dela (que é assim que funciona), ainda muito escrava.

Dona Graça não sabe o que fazer com uma chucha, ou um biberon. Seja que marca for. A caminho dos 5 meses, sempre coladas, tanto me dá um imenso gosto nesta vivência da maternidade e da minha filha, como, do nada um imenso desespero e um enorme sentimento de prisão.

A verdade é que tenho algumas metas, algumas ambições. Nelas estão os meus filhos e a nossa tranquilidade, a paz cá em casa e a paz no meu trabalho. Andei às voltas a pensar que não iria nunca mais conseguir trabalhar. A minha cabeça em água, o meu corpo um campo de batalha.

O meu corpo. Mais um tema que insisto em dizer que estou tranquila, mas sei perfeitamente que não estou (e ainda bem).

Decidi escolher entre duas coisas difíceis; estar obesa ou mudar a minha alimentação. Depois da avaliação com a minha fisioterapeuta (especializada em pré e pós-parto) percebi que o rumo a tomar era agora e não amanhã, era já e não depois. Tenho uma diástase muito grande, grande demais para fazer exercício físico, e uma hérnia umbilical que veio atrapalhar ainda mais.

O plano é: perder peso, muito peso. Ser operada, á hérnia e à diástase, daqui a uns largos meses quando estiver no meu peso ideal, e voltar às corridas e ao Pilates, quando tiver alta.


Por agora preciso de acompanhamento especializado, não é fácil, vai ser um longo caminho (antes so o fiz com a ajuda de uma PT e das corridas, o que foi um grande boost!!) até perceber que tipo de plano e acompanhamento preciso estou a ter alguns cuidados com a alimentação.



Em breve vou postar mais sobre este novo caminho, alimentação e perda de peso. As consultas da diástase, etc.


Até já!

4 comentários:

  1. Eu ainda tenho diástase e já lá vão 5 anos desde que tive o meu segundo filho!!!
    Boa sorte !! O caminho faz-se caminhando...

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  2. Sim tb passo por isso tudo com o meu 3 bebé .Tenho uma diastase e uma hérnia que piorou precisam de ser tratadas mas não tenho coragem para voltar a ficsr imobilizada.qto a dieta sou acompanhadavorla nutricionista da maternos e faz toda a diferença. Há dias tão difíceis mas vamos conseguir

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  3. Eu perdi 13kg só com alteração da dieta, fui acompanhada pela nutricionista Lillian Barros. É extremamente profissional, uma querida, super disponível, responde sempre a alguma dúvida que surja. Caso ainda não tenha uma nutricionista (não parece que seja o caso) recomendo. De qualquer forma, boa sorte, sei o quanto desanimador pode ser esta fase, mas vai atingir os seus objectivos.

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  4. Boa tarde Catarina,
    Já acompanho o seu blog há algum tempo e, para além das fotos que são uma delícia, gosto muito da honestidade com que escreve e a generosidade dessa partilha.
    Decidi comentar para lhe desejar muita coragem (ainda mais!) e força de vontade para alcançar os seus objectivos. Também eu tenho diástase e estou grávida de 14 semanas do meu 3º filho e estou com um medo terrível de ficar enorme, como da minha anterior gravidez. Aliás, já estou com uma barriga jeitosa, apesar do pouco tempo. Confesso-me um pouco obcecada por tentar ganhar pouco peso, dentro do que é possível e saudável numa gravidez. Por tudo isto, agradeço-lhe a sua partilha deste problema/condição que poucas mulheres co nhecem e que ainda menos mulheres falam. Obrigada e muita determinação, pois a Catarina consegue. Felicidades, Filipa.

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