Mãe

Há qualquer coisa de muito engraçado nesta palavra. Costumo achá-la ternurenta, amorosa (amorosa de cheia de amor, e não de apenas algo "querido", como vulgarmente usamos a expressão).

"Mãe" tranquiliza, apazigua, sabe a colo. Sabe a mimo e chocolate quente em dias de chuva.
Gosto muito de ser mãe, gosto muito porque vejo que traz à superfície as coisas que mais gosto em mim e que mais me fazem feliz.

Ser Mãe não me ofusca, não me prende, não me faz sentir menor e sobretudo não se sobrepõe a mais nada do que eu queira ser (ou fazer).

Se vivo em constante preocupação e sei que será sempre assim? Sim. Mas vivo sobretudo a pensar no bem que os meus filhos me fazem (apesar de me cansarem de morte), e no que quero para a minha família.

Ser Mãe nas redes sociais é uma imagem linda de uma mulher perfeitamente arranjada ou "género" Pinterest com aquele cabelo meio caído meio arranjado, meio boémio. Com o ar mais sereno. Maquilhada, imagem perfeita, bebé lindo e sorridente. Brinquedos de madeira, quarto decorado até ao último detalhe.

Todas sonhamos com estas imagens, com os frames das férias, dos bebés que amam água, das fotografias ao pôr do sol.

(E ainda bem que existem, para incentivar um pouco a natalidade, para destoar menos quando me passeio com 4 crianças na rua, e as caras de algumas pessoas são tão denunciadoras da nossa "loucura")

Mas neste roll de imagens bonitas escondem-se mil e uma opções. Algumas difíceis outras mais simples. Um jogo de cintura para lidar com filhos e feitios. Outro para lidar com a família e opiniões, e mais outro para trabalhar um casamento. Por isso, sejam espertas, fortes e tolerantes. Rodeiem-se de coisas bonitas, imagens inspiradoras e pessoas que vos façam bem.

Ser Mãe é muito mais do que ter escolhido uma grande prisão.



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