8 meses e muitos desafios

A Graça fez 8 meses no dia em que passei mais tempo sem ela.

Sem culpa, e com imensa vontade fugi para trabalhar e fotografar um casamento (lindo) bem longe de Lisboa.

Ficou entregue ao pai. Na madrugada em que saí não me largou e mamou em loop desde as 5 da manhã às 6:30. Parecia adivinhar tudo o que se ia passar.
 (eu já lhe tinha explicado que não ia estar o dia e a noite toda, mas que voltava).

Lá a deixei, a choramingar, mas a pegar o sono. A rotina das refeições pareceu ser bem mais fácil do que quando sou eu a tratar dela, os homens têm este lado racional e objectivo no que toca aos bebés (e depois não têm maminhas cheias de leite para os fazer duvidar das suas convicções).

Almoçou bem, fez uma boa sesta, lanchou, fez uma nova sesta, jantou a sopa toda. Foi dormir e aí foi a prova. 30 minutos a chorar para conseguir adormecer. Não havia colo que a consolasse, mas lá adormeceu.

Acordou várias vezes à noite, em que o pai ofereceu um biberon. Das quatro vezes em que lhe foi oferecido o biberon só aceitou uma, e as outras preferiu voltar a cabeça para outro lado e seguir dormindo.

Bebeu então um biberon às 7 da manhã e ferrou até às 10. às 10 foi lhe oferecido outro e.... não aceitou. "Teimosa, teimosinha" pensava eu, à distância, ia sabendo de todos estes momentos.

Às 14 lá cheguei, com uma noite de 4h se sono e uma viagem de carro de 4h também. Cansada, dorida do treino que tinha feito na sexta feira com o meu novo PT (Lino, da treina.com). Mas feliz. A Graça mamou e mamou e mamou e fez-me uma festa!

Os miúdos estão de férias há um mês e começou a ser desastroso para todos. Nós já não podemos com eles e eles não tem culpa nenhuma. No lombo levo duas crianças ao colo (já se sabia que o Sebastião começaria a pedir mais, no momento em que a Graça começasse a ganhar espaço e a atenção de todos), decidimos esconder a TV para ver se o Xavier se acalmava e se dávamos conta do recado, se conseguíamos fazer outras coisas. (Uma semana e já desistimos).

Estava a ser bom e muito romântico esta vida sem tv em casa. De facto, o xavier andava mais tranquilo e disponível, o Sebastião mais asneirento, a Leonor ainda mais pintora mas nós três vezes mais cansados. Demos a mão à palmatória, venha de lá a Tv que ainda não estamos prontos para esse desafio.


2 comentários:

  1. Quando não tinha casa, sonhava com uma sala sem TV. Depois de os ter rendi-me. É mesmo um mal necessário... à sanidade mental dos pais.

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  2. Gostava de ter a sua força e coragem. Tenho apenas um filho de nove meses e fico completamente k.o. quando há noites complicadas. Em que o sono é repartido em bocadinhos, quando a alvorada é às cinco da manhã. Quando isso acontece o que faz? Como consegue ter forças e discernimento? É o pior da maternidade para mim. Com um filho as forças vão.se abaixo...e com quatro como se faz?

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