Uma espécie de doença

A minha mãe avisou-me, e antes disso já eu o sabia: no dia em que deixasse de dar de mamar à Graça ia querer outro bebé.

Não percebo esta espécie de doença. Esta bipolaridade de querer tanto a minha vida de volta, o meu trabalho, e a estabilidade familiar, e ao mesmo tempo estar disposta a trocar isto tudo por um novo recém-nascido.

Sim, um novo recém-nascido. Um novo minúsculo ser que depende de mim para tudo.

Sou louca e acho que não há tratamento para estas coisas. Renovar as contas de instagram que sigo e o feed que vai aparecendo pode ser uma boa ideia. Dormir com a Graça talvez seja ainda melhor ideia (ou não).

Agarrar-me com unhas e dentes aos sobrinhos que virão, emagrecer e tratar da diástase para me dar uma boa preguiça.

Vou rever as fotografias da Graça minúscula e lembrar-me do bom que foi este tempo todo que passámos juntas. Coladas, corrijo!





























2 comentários:

  1. Não sabe como me identifico com essa vontade de ter sempre nos braços e em casa um recém-nascido. O Gustavo tem 13 meses e, muitas vezes, já pensei em como gostava de estar grávida de novo, e nas saudades que tenho de ter um bebé pequenino ao colo. Gostava de ter a sua coragem, que praticamente com a minha idade já tem uma casa cheia como eu sempre sonhei ter. É, de facto, uma inspiração para mim, a Catarina e a felicidade que a carinha dos seus filhos transparece em todas as fotos. Parabéns!

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  2. que fotos maravilhosas!!! tendo em recem nascido nos bracos q n dorme a noite toda, q precisa estar sempre a amamentar, e-me dificil pensar que vou passar por tudo de novo. tenho pena de nao poder aproveitar um bocadinho melhor estes dias em que ela e tao pequenina

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