Abdominoplastia- follow up!

Passadas 4 semanas desde a cirurgia, a Inês Cancela de Abreu (só assim a melhor fisioterapeuta que me podia ter aparecido na vida) começou a aparecer lá em casa 1, 2 vezes por semana para começarmos os exercícios possíveis.

Lembro-me que os primeiros foram alongamentos, para ajudar a postura, e devagarinho começar a esticar mais.

(Nas primeiras semanas após a abdominoplastia, a pele esticada não pode ser sobrecarregada com mais tensão, para que a cicatrização corra da melhor maneira. Por isso andamos mais curvadas, como no pós parto de uma cesariana- só que por muito mais tempo e mais curvadas.)

Muito devagarinho, voltei a aprender o que é o controlo abdominal e a contracção dos rectos vs músculo transverso, aprender a encaixar a bacia e os ombros. Toda esta postura essencial para os exercícios de pilates que se seguiriam.

É preciso dedicar muito tempo a estas recuperações. São tão essenciais como a drenagem linfática manual nas primeiras semanas. O cirurgião volta a unir os músculos rectos, separados antes da cirurgia, mas não lhes dá FORÇA. E o trabalho seguinte é muito importante.

Tenho percebido o quão essencial é ser seguida por uma fisioterapeuta especializada em saúde materna, primeiro em sessões individuais para ter toda a atenção necessária e garantir que não vou mais além do que posso.

Já há mais de um mês que consegui integrar as aulas de grupo e manter uma boa contenção e controlo abdominal! Estou mesmo contente por isso, e satisfeitíssima por ver o meu corpo a reagir tão bem aos treinos e todas as melhorias na minha vida!

Falando em questões mais práticas...

Dei colo pela primeira vez às 8 semanas, porque teve mesmo, mesmo de ser! a Graça pesa 8kg e o cirurgião não fez grande alarido, mas é importante evitar estas situações!

Já pego com mais frequência, mas também já passei os primeiros 3 meses :) e está tudo como devia estar :)

Como já repararam as minhas estrias não desapareceram totalmente. Todas as que se situavam para cima do umbigo ficaram, e esta gestão de expectativas foi feita pelo cirurgião, apesar de ainda assim, eu não saber exactamente como iriam ficar, e nos primeiros dias ter me chocado um bocadinho.

Junto à cicatriz tenho uma aderência, que é basicamente um ponto um bocadinho repuxado que está a causar aquela prega, mas não me incomoda muito, e quem sabe, com o tempo ameniza.

Cuidar a alimentação é essencial.. esta cirurgia com a lipo envolvida, dá um grande boost mas não é um milagre de Fátima por si só, e é fundamental uma dieta controlada para manter e melhorar os resultados. No fundo, não deitar tudo a perder!

Este ponto é difícil para todas, mas este processo lento e consistente tem me ajudado imenso a perceber que o meu maior problema é o foco que ponho nas expectativas dos outros, e a ansiedade que isso me causa.

Tenho trabalhado muito a minha auto estima, e ganhei a confiança necessária para poder aceitar o corpo que tenho, a genética que carrego, e dar valor ao melhor de mim. Este passo, acalmou-me e ajudou me ainda mais a focar me na alimentação e nos treinos!

Sim, é possível! Devagarinho e com cabeça, e tudo isto vai mudando as pontas soltas da minha vida, e estrutura-me tanto!

A Clinica de Nutrição de Lisboa tem sido um anjo na terra e uma segunda casa, que me trata como dizem que mereço!



Vejam neste link o post sobre a cirurgia, e as primeiras fotografias para compararem a evolução :)




1 comentário:

  1. É engraçado... com a tua partilha olho agora para a barriga da minha mãe, com 66 anos, com outros olhos. Sei o que é... até agora era apenas o resultado de duas cesarianas, talvez mal feitas... isto na minha mente. Mas começo a pensar que, se fosse agora, talvez ela pudesse fazer o mesmo processo que tu. Passados 45 anos do primeiro filho, acho que já se habituou... e depois de ser operada ao peito (cancro), com muito medo da OP, não me parece que se sujeitasse. Mas agora eu sei que há mais mulheres com uma barriga com dois umbigos, como eu lhe dizia.

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