Do primeiro ao quarto filho.

January 12, 2018

Tenho vindo a prometer este post a algumas pessoas. São 9 anos de maternidade e as vezes já não me lembro de como foi. Tenho o post em rascunho há semanas!!! 

 

-culpem este pregnant brain que restou da gravidez da Graça - 

 

Ter o primeiro filho e até, ter o segundo, parece do senso comum. É o mais normal acontecer numa família. 

 

Podia contar-vos que sempre quis ter 4 filhos e que era o sonho da minha vida. 

Também podia dizer que vai-se  tornando mais fácil e que chega a uma altura em que ter 3 ou 4 é igual. 

Não é bem assim. 

 

Quando fui mãe da Leonor tinha 22 anos. Sim, uma miúda. Quase um bebé. Eu já sabia bem o que queria, não foi nada por acaso. 

A ideia que tinha da maternidade era tomar conta da minha irmã mais nova, fui a segunda mãe da Luisinha.

 

Nunca mais me lembrei que um bebé chorava à noite. Que mamava durante a noite e as vezes tinha cólicas. Não me passou pela cabeça a privação de sono, o cansaço acumulado e todos os desafios. 

Era mesmo uma miúda sonhadora. Fui a primeira a ter filhos dentro do meu núcleo de amigos, primos e familia e por isso não havia relatos nem experiências assim tão próximas para me prepararem.

 

O excitamento de a ter connosco levou nos a más  decisões. Se não dormia de dia, não havia problema, dormiria à noite. 

Saiu o tiro pela colatra. Ela era demasiado espevitada, tinha cólicas e talvez frio. 

 

Nós éramos pais pela primeira vez e não a conhecíamos. Levou muito tempo, mas lá nos acertamos. 

 

Quando o Xavier nasceu a Leonor tinha 22 meses. Custou me mais a atenção que não dava à Leonor. O Xavier era um bebé tranquilo que ensinei desde cedo a dormir sozinho na cama, ele era um bebé disponível para isso. 

 

O Xavier ensinou a Leonor a ser mais simpática e disponível. Ele ria sempre, o dia todo, para toda a gente. Ela percebeu que ficava para trás se não resolvesse a sua timidez e desconfiança. 

 

Ter o Sebastião, com 3 anos certos de diferença do Xavier foi uma paz. 

Ele também era um bebé tranquilo, as 19h estava na cama e eu tinha tempo para tratar dos mais crescidos. Sentia que tudo conseguia fazer.

 

Acima de tudo foi mais difícil em termos de trabalhar o casamento do que gerir as crianças. De repente são mais que nós, os dias são inesperados com muitas coisas que não contamos. Tivemos que trabalhar e crescer juntos. Nas tarefas diárias, em tudo! 

 

Um dia o Miguel diz-me que ter três era óptimo mas que gostava de ter mais um. 

Acho que ele não tinha noção que, ao dizer me isto, estava a convidar me a ter mais um filho. For real! 

 

Graças a Deus tenho a sorte de engravidar com muita facilidade. Que bênção! 

 

A Graça chegou num instante. Eu tinha plena consciência de que não is trabalhar da mesma maneira, mas não estava preparada para isso, quem está? 

 

Foi difícil, continua a ser um pouco difícil. 

 

Tem coisas maravilhosas,  como por exemplo os miúdos brincarem juntos e não precisarem de mim. São autónomos e muito independentes na sua rotina. Tenho a certeza que o facto de terem muitos irmãos e a minha atenção ter que ser dividida foram crescendo mais autónomos e isso é muito bom. 

 

Hoje sei que não quero ter mais nenhum. E não é por falta de coragem ou de amor a minha família. É precisamente porque sei que não consigo garantir metade do que eles precisam se continuar a ter filhos. É não falo tanto de material, que também tem que se discutido e posto o assunto na mesa, todas as contas e todos os custos. Falo do que estes meus 4 filhos precisam da minha parte: uma mãe feliz, realizada e disponível. 

 

Eu não quero ser uma super mãe. Essa máscara é pesada demais para uma pessoa. Continuar a ter filhos seria tentar a todo o custo ser uma heroína. Obviamente que, com todo o amor, toda a dedicação, mas apenas uma prova de heroísmo. 

 

Estamos numa altura em que queremos crescer todos juntos, com o pouco de estabilidade que nos resta. 

 

 

😚

 

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SOBRE NÓS

Olá, sou a Catarina! Tenho 31 anos, cresci e vivo em Lisboa, esta cidade linda que nos faz imensamente felizes.

4 filhos bons, muito bons. A primeira aos 23, e a última nascida aos 29.

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