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Esperar pouco, viver mais

May 1, 2018

Estas semanas tão intensas e cheias de dúvidas parecem finalmente ter um fim à vista. 

 

Não foram apenas as dores intoleráveis por que passei, os dias incapacitada, as saudades de estar com os meus filhos e de os abraçar, a dúvida do diagnóstico, a minha independência posta em causa. 

 

Foi também, e muito, perceber como esticamos a corda tão facilmente. Como nos deixamos ir até ao limite para perceber que não é possível. Não poderia ser tão super mulher. Não seria viável continuar assim. 

 

Mesmo tendo diminuido o volume de trabalho o stress lá estava. 

 

Foi uma fase especial. Não era suposto ter durado tanto tempo. Fomos deixando andar e aguentando o barco. 

 

Estamos sem empregada há meses, por questões orçamentais, porque a obra atrasou mais de 6 meses, porque não era suposto continuarmos a pagar duas casas, e fomos deixando. 

 

É só mais um mês. Pensávamos nós. Todos os meses. Até ao dia em que fiquei doente. 

 

E de estar doente começa uma dor no ombro, que passa para a clavícula, e cria uma inflamação de tal ordem que provocou as dores mais intensas e inacreditáveis que senti. 

 

Várias vezes pensei se voltaria a conseguir fotografar. Ou quando. 

Se isto se tornaria um problema crónico, como iria organizar a minha vida? 

E os projectos que começaram e tão importantes para mim, como os continuaria? 

 

 

E hoje foi um dia bom, senti pela primeira vez que estava a melhorar e isso ajudou me a pensar de novo nestas questões. 

Se alguma vez ficar incapacitada e não puder trabalhar da mesma forma, como o posso fazer? O que está por detrás daquilo que me move e como o posso traduzir? Como dão a volta à vida as pessoas que de facto tiveram que mudar tudo por um azar na vida delas? 

Vou à luta ou vou ficar a pensar no que perdi? 

 

 

[e sim, custou me e custa me muito também ter que parar de treinar. Ter ganho este balanço, conseguir ter frutos do meu esforço, ter a minha rotina já estruturada e de repente ver tudo em pausa] 

 

Mas hoje foi um dia bom. E é isso que tenho aprendido, um dia de cada vez, esperar pouco e viver muito. 

 

 

 

 

 

 

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Olá, sou a Catarina! Tenho 31 anos, cresci e vivo em Lisboa, esta cidade linda que nos faz imensamente felizes.

4 filhos bons, muito bons. A primeira aos 23, e a última nascida aos 29.

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