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Parar em família

June 29, 2018

Porquê tantas semanas de férias com os miúdos, sem babysitter, sem empregada, sem apoios e sem trabalhar neste registo nómada?

 

Como fotógrafa de famílias o ponto alto do meu trabalho são, claramente os meses de Abril a Outubro. Até este ano as sessões eram como sempre foram: aos fins de semana, nas férias da Páscoa, do Natal, do Carnaval, nas férias grandes, nos feriados e até dia 24 de Dezembro.

 

Como freelance, todo o trabalho é para agarrar. Eu adoro o que faço, adoro mesmo, cada família que fotografo passo a conhecer. Até tenho o privilégio de ter feito grandes amizades com alguns clientes.

O tempo e a experiência ajudaram me cada vez mais e melhor a estabelecer limites para o meu tempo de trabalho. O crescimento dos meus filhos e a entrada para a escola primária [assim como passar para mãe de 4] exigiu mudanças importantes na minha gestão de agenda. 

 

Foi preciso entrar em esgotamento várias vezes para realizar que a minha criatividade e disponibilidade para fazer um bom trabalho andava de braços dados com a minha realização pessoal e familiar. Quem diria? Seria óbvio. 

 

Como gestora do meu próprio tempo, como dona da minha agenda e disponibilidade, também seria de prever que me pudesse proteger, e à minha família, de um trabalho sem limites e que entra pelo nosso espaço de família sem questionar. 

 

Nem sempre é assim tão óbvio mas com o tempo e alguma coragem comecei a soltar os primeiros limites. Os casamentos foram os primeiros a saltar, logo a seguir as sessões ao fim de semana que reduziram para quase nenhumas. 

Entre outras soluções estas foram as principais. 

 

Uma das coisas que sentia necessidade era quebrar esta tendência de bola de neve crescente que se vive nas famílias dos nossos dias. 

A falta de tempo para estar, a dificuldade em quebrar rotinas já instaladas e sentir que o tempo corre e não gozamos a infância dos nossos filhos. 

 

Em casal pensamos se seria possível, pela primeira vez eu não trabalhar nas férias das crianças (que são quase 3 meses da época mais alta do meu trabalho) e mais, se seria possível que ele também não trabalhasse. E ainda mais, se seria possível isolar-nos de tudo sob pretexto de uma viagem de férias. 

 

Senti que este era o tempo certo. 

O Miguel tirou uma licença sem vencimento e eu não aceitei trabalhos (cof cof, que não foi bem assim por várias situações adversas). 

Bem feitas as contas só seria possível fazer isto por um mês, os dois a 100 % com os miúdos. 

 

Nunca conseguimos tirar férias só os 6. Estarmos só nós. E isto era algo que eu queria muito resolver porque sentia mesmo falta. 

 

Podíamos ter apanhado um avião e feito 12h de voo para um qualquer país tropical. 

Podíamos andar de pulseirinha em comes e bebes e kids club o dia todo. Seria bem vindo também. 

 

Mas o que queríamos mesmo era aventura, estarmos com os miúdos e eles connosco. 

Com toda a intensidade que isso tem. Com as discussões, com os temperamentos, com os dias que não correm como planeavamos, com a imperfeição. 

 

 

A primeira semana foi incrível. Portugal tem tudo mas absolutamente tudo o que precisamos. 

Seguem se mais umas semanas de aventura e vou continuar a contar as nossas histórias. 

 

Até ja

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Olá, sou a Catarina! Tenho 31 anos, cresci e vivo em Lisboa, esta cidade linda que nos faz imensamente felizes.

4 filhos bons, muito bons. A primeira aos 23, e a última nascida aos 29.

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