tiestieshttps://www.ties.pt/homeNuma família numerosa...]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/11/12/Numa-fam%C3%ADlia-numerosahttps://www.ties.pt/single-post/2019/11/12/Numa-fam%C3%ADlia-numerosaTue, 12 Nov 2019 10:17:00 +0000
Das três piores coisas que pode acontecer numa família numerosa: ficar sem ajuda /empregada; um filho doente e um surto de... piolhos!
Passei por duas situações no último mês, exactamente ao mesmo tempo. Fiquei sem empregada, parecia que ia regressar mas depois voltava a ficar de baixa. Eu cheia de trabalho, a Graça ficou com varicela e o que vale é que a cereja no topo do bolo ainda não me aconteceu: um surto de piolhos.
Temos usado sempre Paranix e tem feito diferença. Apostamos na prevenção, temos sempre produto em casa e não damos espaço. Há o Champô de Proteção e o Paranix Repel (este dá para aplicar rapidamente antes dos miúdos saírem de casa).
Temos esta ligação com a marca, e assim que nos foi apresentado o novo Spray para o Ambiente… Ficámos radiantes! É um spray para desinfestar sofás e outras coisas que não conseguíamos lavar na máquina a 60º que é 100%* eficaz numa só aplicação! Imaginem o que seria ter de arranjar forma de lavar coisas enquanto chove, sem empregada, com filhos doentes, e trabalho acumulado?
Este spray ajuda a eliminar os piolhos de superfícies que muitas vezes acabam por ser a base das reinfestações (sofás, colchões, estofos do carro, capacetes, ...). Já basta quando há pragas e temos de fazer o tratamento, mais vale não ter de repetir!
Por isso, apostar na prevenção e ter sempre por perto estes produtos-chave.
*Brunton E., 2015. Apenas em piolhos.
Paranix Champô de Proteção é um dispositivo médico utilizado para prevenção da disseminação da pediculose. Apenas para uso externo. Não engolir. Não utilizar em pele irritada. Evitar o contacto com os olhos e mucosas. Não usar em caso de alergia a algum dos ingredientes. Não indicado para crianças com menos de 2 anos. Manter fora do alcance e da vista das crianças. Leia cuidadosamente a rotulagem e as instruções de utilização. Paranix Repel é um produto cosmético. Para uso externo. Evitar o contacto com os olhos. Paranix Spray para o Ambiente é um produto Biocida. Não usar no couro cabeludo. Utilize os biocidas com cuidado. Leia sempre o rótulo e a informação relativa ao produto antes de o utilizar. Manter fora da vista e do alcance das crianças.
]]>
Quando o Pai é tripulante]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/10/31/Quando-o-Pai-%C3%A9-um-tripulantehttps://www.ties.pt/single-post/2019/10/31/Quando-o-Pai-%C3%A9-um-tripulanteThu, 31 Oct 2019 22:59:00 +0000
Viver em família quando um dos pais é tripulante de cabine (comissário de bordo/ hospedeira/ assistente de bordo) pode ser um desafio, e por vezes, difícil.
O Miguel é comissário de bordo há 11 anos na TAP, como alguns sabem.
As perguntas têm surgido: como é a nossa logística familiar? Como é possível ter uma família numerosa no meio de tanta inconstância na presença do pai? Como faz a Catarina? Qual é a ligação dos filhos com o pai?
O Miguel faz voos de longo (Américas / Áfricas) e médio curso (Europa, etc). Voa 5 dias e folga 2; os fins de semana também são dias de trabalho assim como os feriados.
Tem mais alguns dias de férias que o normal (para os trabalhos regulares) numa óptica de compensação pelos fins de semana e feriados. É "obrigado" a tirar 3 períodos de férias por ano com limitação até 12 ou 13 dias (falando por alto), dois desses períodos em época baixa.
No entanto, não leva trabalho para casa (how cool is that?), por isso o seu tempo em casa é para a família.
Sim, não há qualquer garantia de Natal, Páscoa, anos dos filhos, da mulher do periquito. Pronto, mas também não é drama nenhum :) Com calma, ajustamos a vida!
O Miguel consegue estar presente para os filhos: MUITO. Parece que não, mas é a verdade, ele pode ir pôr e ir buscar as crianças, almoçar com elas até, fazer um programa nos dias da semana em que está de folga. Ele também faz as compras cá de casa, tem tempo para isso nas folgas, é também o meu braço direito nalgumas boleias e montagens de sessões.
Como eu trabalho por minha conta, posso tirar uma manhã, um dia, uma tarde para estarmos os dois sem os miúdos à nossa volta, nos dias de semana. How good is it? E geralmente quando ele chega já temos saudades um do outro- melhor que isto para um casamento ? Acho que não existe!
Agora... as coisas menos boas: enquanto os nossos filhos não estavam na escola primária e podiam faltar à creche, eu consegui manter o trabalho aos fins de semana (vocês sabem que fotografa de famílias tem esta condicionante complicada), para compensar tirava um dia da semana para estarmos todos juntos.
Assim que nasceu a Graça e a Leonor entrou na primária tudo isto teve que mudar. Não foi automático, mas a minha gestão de fins de semana passou a ficar caótica. Tive que repensar muitas coisas. O facto dos planeamentos do Miguel saírem apenas 15 dias antes do mês começar provocava o caos na minha agenda e na minha gestão de trabalho.
Deixar 4 crianças constantemente com os avós aos fins de semana não era uma opção válida nem realizável. Uma vez por outra, sim, mas como modo de vida não fazia sentido para mim.
Até conseguir implementar a regra de não trabalhar aos fins de semana passei por períodos de stress imenso. O Miguel ir voar começava a ser sinal de caos pra mim. Não era possível continuar assim. Sentia que dos dias da semana e as tarefas de ir pôr e ir buscar as crianças à escola, o chicote da rotina, do deitar cedo, gerir as birras, fazer tudo sozinha, não era tempo de qualidade como mãe dos meus filhos. Precisava deles ao fim de semana, sem os meus horários de trabalho, sem nada. Só nós.
Assim que consegui implementar mais regras e gerir menos volume de trabalho, tudo se tornou mais viável.
Claro que escrevo isto com as crianças mais crescidas, porque houve mesmo tempos difíceis, agora todos dormem bem, agora todos ajudam um pouco, só há uma mini diva para amparar.
É possível, é viável e pode ter coisas muito, muito boas!
imagens: DIDA
]]>
Editorial II // Zippy]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/10/30/Editorial-II-Zippyhttps://www.ties.pt/single-post/2019/10/30/Editorial-II-ZippyWed, 30 Oct 2019 15:39:17 +0000
Client: Zippy
Art Direction and Photography: Catarina Macedo Ferreira (Ties)
Styling and Concept: Margarida Marinho e Maria João Barbosa
Hair and Make up: Marcelly Frias
]]>
Editorial // Zippy]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/10/30/Editorial-Zippyhttps://www.ties.pt/single-post/2019/10/30/Editorial-ZippyWed, 30 Oct 2019 15:33:04 +0000
Portfolio a actualizar, que alegria!
Client: ZIppy
Art direction and photography: Catarina Macedo Ferreira (ties)
Styling and Concept: Margarida Marinho e Maria João Barbosa
]]>
Published work]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/10/30/Published-workhttps://www.ties.pt/single-post/2019/10/30/Published-workWed, 30 Oct 2019 15:26:32 +0000
Já vos tenho contado que faz um ano agora, exactamente um ano, que recebi um projecto muito especial.
Ao longo do ano tem sido as inúmeras sessões, desafios, trabalhar com uma equipa, fazer produção, casting... um desafio que estou a adorar e me tem feito crescer muito enquanto profissional.
Tem sido este projecto com a Zippy, que vos tenho mostrado pelo Instagram.
Tenho pena que o tempo cada vez mais seja escasso para vos mostrar portfólio, mas sei que gostam, não é verdade?
Afinal, foi assim que este projecto começou :)
Client: Zippy
location: Mercado da Foz, Porto
Art Direction and Photography: Catarina Macedo Ferreira (Ties)
Concep & stylingt: Maria João Barbosa e Margarida Marinho
kids: kiki, Maria, Carminho, Henrique e Mateus
Make up and Hair: Marcelly Frias
]]>
It's Halloween, kids!]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/10/23/Its-Halloween-kidshttps://www.ties.pt/single-post/2019/10/23/Its-Halloween-kidsWed, 23 Oct 2019 08:09:48 +0000
Este ano juntámo-nos ao El Corte Inglés para decorar e fazer uma valente festa do Halloween.
A ideia deixou-me logo muito entusiasmada porque bem sei o quanto os miúdos adoram estas coisas, e como sabe bem quebrar a rotina com pequenos pretextos de festas: o Halloween não é excepção, principalmente porque a abertura para eles extravasarem ainda é maior ! (e tanto que precisam!)
Vestidos a rigor: uma bruxinha que até tem vassoura, uma múmia, um diabinho com cara de anjo e um vampiro que é um mel. Todos fizeram um figurão e em minutos, sem qualquer dificuldade encarnaram a sua personagem e decoraram a sala toda! Estava de loucos!
As teias e as aranhas fizeram as delícias dos miúdos; os esqueletos de ratazanas a andar pela mesa da sala de jantar, as abóboras ... mas o melhor momento foi o sangue a fingir na boca do nosso vampiro!!
Foi mesmo uma festa espectacular !
]]>
Fearless]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/10/07/Fearlesshttps://www.ties.pt/single-post/2019/10/07/FearlessMon, 07 Oct 2019 15:21:06 +0000
Encontrar a atitude certa, e uma nova maneira de olhar para mim.
H&M total look
calças
Body
]]>
Vamos arrumar?]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/10/05/Vamos-arrumarhttps://www.ties.pt/single-post/2019/10/05/Vamos-arrumarSat, 05 Oct 2019 20:39:23 +0000
Arrumar, arrumar e arrumar! Nesta casa de muitos e em que por vezes a quantidade de coisas e roupa acumulada das estações anteriores, sapatos, fardas.... Organizar e arrumar são duas palavras constantemente repetidas para haver ordem em casa :)
Já sabem que sou um bocadinho ditadora no que toca aos brinquedos na sala, estão "quase" proibidos.
Em relação à roupa, que é das coisas que mais precisa de regras, não sou diferente. Temos um corredor de armários estreitos de apoio aos roupeiros, onde guardamos as roupas das estações passadas, e em cada quarto ou roupeiro para duas crianças. No caso das raparigas, em que a quantidade de roupa é consideravelmente maior, temos uma cómoda de apoio.
No entanto, sentimos sempre que a rotina e a exigência da semana não nos deixa fazer melhor; às vezes é preciso soluções para ajudar a organização. Se os três mais novos usam farda todos os dias, e isso já está previsto sem grandes chatices, a Leonor todos os dias escolhe a sua roupa, às vezes muda de ideias, dá a volta a todas as gavetas, e numa manhã o caldo fica entornado.
Decidimos em conjunto definir a roupa para a semana e tentar ser fiéis ao máximo a essa escolha. Encontráamos uma solução de arrumação para tal: 5 prateleiras em tecido que se penduram no varão do roupeiro: assim cada dia tem uma proposta, escolhido por ela. Até pode haver alterações, mas ela já sabe que é por ali.
De resto, na nossa rotina é simplificar: há apenas um cesto das cuecas para os 4, e um cesto das meias para os mesmos 4. Sim, usam tamanhos diferentes de meias, mas a verdade é que no meio da ordem tem que haver espaço para alguma desordem que permita flexibilidade e rapidez na hora de arrumar.Encontrámos cestinhos de ferro, que ficam tão "bonitinhos" nos armários e dão um ar tão giro, que até dá gosto manter tudo arrumado. Dá para ver o conteúdo, e isso é fundamental para a autonomia dos miúdos.
Outro assunto terrível são os sapatos... sem fim! Os que deixaram de servir a um, mashão-de servir a outro daqui a poucos meses. Os que só usam para a escola, as galochas, e os de fim-de-semana, os de festa e os de praia: vezes 4! Céus! Optamos pelos organizadores de sapatos transparentes onde arrumamos dois sem os ter encavalitados.
E assim, entre tantas outras soluções, como os cabides em metal, mais finos, mas resistentes, vamos encontrando soluções (todas do El Corte Inglés) que nos ajudam a manter tudo organizado e a promover a autonomia na arrumação dos nossos filhos.
Sabiam que eu fui a adolescente mais desarrumada de sempre?
(perguntem à minha Mãe, mas não dêem assim tanta conversa que a vergonha depois é minha!)
*post em colaboração com o El Corte Inglês
]]>
dos 90 aos 60 kg]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/09/11/dos-90-aos-60-kghttps://www.ties.pt/single-post/2019/09/11/dos-90-aos-60-kgWed, 11 Sep 2019 21:50:44 +0000
O percurso do corpo e do peso, da aceitação e da luta nem sempre é linear.
Há muitos anos que olho para mim pensando “e se eu fosse magra?” Respondendo de forma certeira “nunca vais ser”.
Mas és feliz.
Na minha cabeça havia uma série de desculpas que me amparavam a resposta-decisão.
Não tenho a genética da minha mãe.
Não tenho estrutura de magra.
Sou larga, sou baixa.
Na minha cabeça eu tinha direito a isso: o açúcar, que com os anos se tornou na adição [falo portanto, de vício, de droga, de um problema] de comer para consolar, ou festejar, ou para estar.
É estranho pensar que a minha vida já leva anos de dietas, de recomeços, mas a verdade é que já desde os 14 /15 anos que isso era uma constante. Nunca fui obesa mas sempre tive tendência para ganhar peso. A minha vida, no entanto, não se limitou a isso, nem eu a vejo apenas como uma canseira de dietas.
Na verdade eu estive atenta, apesar de não conseguir fazer melhor, eu tentei. As 5 gravidezes seguidas em 10 anos vieram trazer novos números à balança. Gerir pela primeira vez a casa dos 60, depois 70, depois 80 até aos 90kg.
Já fiz tantas dietas diferentes e sinto que em nenhuma de facto aprendia alguma coisa. Geria como se fosse algo temporário, e que, chegando ao objectivo, estava livre. E fazia-o sempre e sempre assim.
Nos últimos 3 anos foquei-me na recuperação e todas as gravidezes.
Fui operada em Março de 2017 para corrigir a distasse grande que tinha, fiz a abdominoplastia que me ajudou a mudar a minha vida e a minha confiança. Para tal, comecei a fazer paleo sozinha. Perdi 8 kg num mês. Estava contente mas vieram as férias e desestabilizaram tudo. Em Outubro decido que vou ser operada e que quero fazer uma dieta acompanhada para me preparar para a cirurgia. Perdi mais um bocado. Fui operada em Março com 75kg, ainda em sobrepeso, lembro-me de nos meses seguintes ter mantido a dieta que estava a fazer na Clinica de Nutrição de Lisboa, e ainda chegar aos 71kg. Passei as minhas primeiras férias de boca fechada, super focada e não perdi 1 grama. Desmotivei imenso, deitei fora a balança e decidi que daí para a frente ia focar-me em estar bem, em sentir-me bem.
Na verdade acabou por ser um ano bem complicado, por várias razões nervosas e de picos de stress imenso, sofri com uma artrite viral que se diagnosticou tarde, tive que parar o exercício fisico que me ajudava a organizar a cabeça na vida e na alimentação, tomar corticoides . Voltei a ganhar peso.
A partir desse momento percebi ainda mais que o meu bem estar mental era essencial para tudo na minha vida. Que as prioridades tinham que ser traçadas, de novo. Finalmente mudamos de casa, para a nossa actual, em que pude recomeçar com menos coisas, mais arrumação, mais paz. Foi um momento de viragem.
Lentamente consegui identificar tudo o não me estava a fazer “bem” e libertar-me disso.
[trabalho, relações, etc]
De Janeiro a Abril deste ano começava e recomeçava várias vezes a dieta. A verdade é que cada dia me sentia mais feliz, projectos de trabalho bons, tempo em família, sentia-me realizada e continuava sem querer o stress da balança. Achava que as minhas roupas apertarem seria suficiente para me ir organizando. Sentia-me bem com o meu corpo.Um dia o Verão apareceu e fui vestir um fato de banho. Nesse dia comprei uma balança e decidi que eu tinha que mudar.
Uma amiga falou-me na Dr. Andreia de Almeida (na altura estava na clinica Doutor Pinto Coelho) fui ter com ela e iniciamos uma dieta hipocalorica juntamente com uma tratamento hormonal. Análises, suplementos, e uma alimentação muito restritiva. A Eat Love que já me fazia uns programas incríveis Low carb ajudou-me imenso e cozinhou para mim dentro destas limitações- foi uma ajuda incrível.
Seriam dois meses assim e depois lentamente adaptação a paleo sem quaisquer amidos. E eu cumpri, sempre, sem falha.
Perdi 10kg, fui de férias, e lentamente voltei a abrir uma excepção para um copo de vinho, no dia seguinte era a pizza com os miúdos, o outro dia um gelado na praia.
Não era nada disto que eu queria, ainda não tinha terminado, ainda havia peso a perder e eu já estava a abrir excepções sempre válidas, e cada vez mais. Até que num destes dias a LEV desafiou-me a fazer a dieta deles.
Pensei 20 vezes antes de aceitar. Não era a dieta que eu faria normalmente, mas para o período de férias e vendo a primeira semana de amostra, talvez fosse uma coisa positiva. Em vez de terminar as férias chateada com o peso que tinha ganho, acabava as férias feliz com o que ainda tinha emagrecido. E tem corrido tão bem.. Na verdade só tenho saudades de comer peixe grelhado, que na fase 2 já é permitido. Os Snacks são maravilhosos e ajudam a sentir que não estamos assim tanto em privação.
Aprendi imenso nestes últimos 5 meses:
Dietas sozinha, não vou muito longe e arranjo pretextos de auto sabotagem.Nem sempre ficar na mesma dieta muito tempo é bom.Ser firme e nunca abrir excepçõesContrariar a fome emocional e perguntar: o que queres mesmo? Na hora de ir buscar porcarias ao supermercado.Ser forte e dizer que não a ti própria uma vez, duas vezes, dão toda a força e o poder de continuar.Às vezes pensamos que só queremos acabar a dieta e voltar a comer normalmente, mas, na verdade não comíamos de forma normal.Ser mais consciente em relação ao que como.Investir em mim: tempo de qualidade comigo e fazer actividades que me dêem prazer: exercício, corrida, caminhadas, um workshop…Partilhar as vitórias e não desanimar quando não acontece á velocidade que gostávamos.
E que… talvez possa ser magra, e ainda mais feliz!
]]>
O nosso T-REX gigante!]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/09/02/O-nosso-T-REX-gigantehttps://www.ties.pt/single-post/2019/09/02/O-nosso-T-REX-giganteMon, 02 Sep 2019 17:04:00 +0000
As férias de praia já lá vão, e regressados às nossas rotinas, brincar em casa ganhou um sabor novo. Tudo é uma alegria, o espaço de brincar, os quartos, os brinquedos. Quase dois meses fora de casa deixaram saudades.
Temos passado as tardes a montar o nosso T-Rex. Foi um histerismo receber estes coleccionavéis. Os nossos rapazes são obcecados com o o tema dos dinossauros faz muito tempo e o pai adora ajudar a montar com toda a paciência do mundo e explicar o que se está ali a passar. Casamento perfeito!
Bom, passo a passo la fomos andando e conseguimos: 1,20 de T- REX! Se achávamos que só os rapazes iam gostar ficamos muito enganados, provou ser um tema para todos e uma garantia de tarde divertida, com imensas curiosidades sobre este bicho temido e adorado. O Sebastião aliás não fala noutra coisa há semanas, acho que a ida a Londres e ao Museu de História Natural foi o primeiro passo para espevitar o interesse e a curiosidade dele, desde aí que vive em volta de livros sobre dinossauros. Imaginam a alegria dele ao montar este gigante T-REX?
É que só oiço: "E os dentes do T REX? E esta boca gigante? E as garras e unhas?"
Descobriram nos fascículos imensas curiosidades e não param de falar nisso: "sabias que os dentes do T REX eram curvos para trás e chamam-lhes bananas mortais?" , "sabias que o mais veloz era o Dromiceiomimus, que media 3,5 metros e pesava 100kg? Era capaz de correr a mais de 65 km/h" E o Velociraptor, um dos preferidos do Sebastião, com as suas famosas garras: “Sabias que ele mantinha a garra do segundo dedo levantada a aguardar as suas presas?" and so on...
Com um imenso detalhe os rapazes estavam delirantes e todos os dias montam e desmontam alguma coisa, até discutem sobre o tema! Vamos agora ver em que quarto fica, porque a disputa é imensa! (ou que sustos lhes pregamos!!!)
Agora o que vos interessa mais: A colecção vai sair agora dia 29 de Agosto, e todas as semanas vão ter novidades. A primeira custa 1€, a seguinte 3.95 € e as restantes 7,95€. Todas vêm com fascículos sobre os dinossauros e um conjunto de peças para montar o grande T-REX; podem comprar nas bancas ou online! - acho um presente giríssimo de anos, e eles vão recebendo ao longo das semanas :)
]]>
Tudo a pente fino!]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/08/27/Tudo-a-pente-finohttps://www.ties.pt/single-post/2019/08/27/Tudo-a-pente-finoTue, 27 Aug 2019 18:16:19 +0000
E é mesmo assim. No meio das nossas férias há uma rotina que já não deixamos de lado. Chama-se pente fino e shampoo de prevenção. Sinceramente nem olho muito para as instruções, sei que não é preciso lavar todos os dias, mas também sei o trabalho que dá quando um apanha, porque apanham quase sempre os outros também.
Esta é uma das fases do ano em que não descuido. Shampoo preventivo todos os dias. Usamos o paranix, não nos tem falhado!
Porque às vezes há semanas em que parece que não há tempo para nada, em que lavar os dentes todas as noites já é uma sorte, e em que me esqueço da famosa prevenção. E sim, depois pagamos caro. São noites de pente fino nas quatro cabeças, às vezes, cinco.
Por isso o nosso passo- a -passo com a paranix tem sido óptimo, a loção é perfeita para apanhar as lêndeas todas! BEST TEAM; loção e pente fino, muito pente fino!
1,2,3,4 eles já nem reclamam e a Leonor já sabe qual é o melhor shampoo, outro dia contou-me que usa todos os dias, fiquei radiante por saber, já está crescida e não preciso de pedir. Assim que tem comichão atacamos logo, não nos tem falhado!
A gama é grande, shampoo de prevenção, loção detentora de lêndeas (para os mais ceguetas, elas ficam tingidas e veem-se melhor), shampoo de tratamento e loção de tratamento também. São assim parte da nossa família :)
*post em parceria com a Paranix
]]>
Uma família na cidade]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/06/22/Uma-fam%C3%ADlia-na-cidadehttps://www.ties.pt/single-post/2019/06/22/Uma-fam%C3%ADlia-na-cidadeSat, 22 Jun 2019 20:42:03 +0000
Ontem contava-vos nos stories do Instagram como tem alturas em que é mais difícil gerir a ausência de pai aos fins de semana.
Estava especialmente cansada, por imensas coisas, física e psicologicamente. Já sabemos, todas temos fases mais intensas, e também sabemos que os miúdos reagem logo a este impacto do nosso humor/ disponibilidade.
Coincide também com esta fase de perder peso e estar comprometida e focada em terminar este processo até chegar à manutenção. E de realizar que a maior dificuldade não é a de todos os dias, a da rotina, a dos dias de semana, mas sim as alturas em que estou sozinha com eles ao fim de semana. Parece que instalei uma necessidade de programas ligados à comida para sobreviver com eles.
E vocês dizem-me: então instala programas de comida mais saudável! Tudo certo, mas ainda não estou nessa fase, em que posso comer desde que seja mais saudável :) Essa fase chegará com a manutenção do peso :)
Depois de todos estes pequenos desabafos, partilhas de ideias, e abraços de empatia (de cá para esse lado e desse lado para aqui) resolvi que não ia ficar em casa.
A verdade é que foi um fato de banho que vi no instagram que mexeu comigo: amanhã tiro as teimas e vou lá com os miúdos ver como me fica.
Assim foi. Ainda pensei fazer um tour de eléctrico mas os miúdos preferiram apanhar o metro para mais perto de casa, almoçar e ir ao parque.
No meio destes passeios, reparamos que o Jardim Constantino continua péssimo para se estar. Pessoas a dormir, sujo, baloiços estragados, ambiente estranho. Ainda há tantos por fazer em Lisboa para que se possa viver melhor na cidade. Não só as famílias.
Ao ver estas fotografias do dia de hoje achei que eles cresceram, não há carrinhos em lado nenhum, estão uns senhores e umas senhorinhas, tranquilos (qb) o suficiente para serem semi independentes nos transportes públicos, não ser preciso zangar muito para que façam atenção (muito - quando é preciso o eco no metro faz-me parecer histérica) percorremos alguma Almirante Reis e senti-me orgulhosa por sair com os 4 sem carrinho nem grandes dramas e ainda conseguir aproveita-los. (diga-se, olhar para eles e vê-los, assim de fora como quem admira a sua obra).
]]>
Play up - roupa de bebé]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/05/15/Play-up---roupa-de-beb%C3%A9https://www.ties.pt/single-post/2019/05/15/Play-up---roupa-de-beb%C3%A9Wed, 15 May 2019 19:53:54 +0000
PLAY UP, a marca portuguesa que veio para nos apaixonar . Simples, cuidada, cool, bonita... descontraída.
Tudo o que adoro ver nos meus filhos, tem o espírito certo! Tanto para rapaz como para raparigas e até aos 14 anos encontro tudo o que preciso!
Hoje é dia da família e a marca desafiou-me a celebrar com este momento e com um código de desconto para todos, -10% até 24 Maio, bom , não é?
]]>
Higiene íntima e as nossas filhas]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/04/30/Higiene-%C3%ADntima-e-as-nossas-filhashttps://www.ties.pt/single-post/2019/04/30/Higiene-%C3%ADntima-e-as-nossas-filhasTue, 30 Apr 2019 09:59:52 +0000
Às vezes parece que as semanas passam a voar, que a rotina se instala muito depressa e que os timings de vida não nos dão muita margem.
Educar é exigente, temos uma lista de coisas e assuntos que achamos importantes, alguns que recebemos dos nossos pais, outros que fomos crescendo e encontrando nos nossos filhos, uns que veem de sempre, outros que entram agora.
Ter filhas exige e filhos acho que exige ainda mais. Há tanto para lhes ensinar.
Com o aproximar dos 10 anos da Leonor, muitos assuntos tenho vindo a falar com ela, sobre o corpo, as mudanças...É tanto para assimilar!
Tudo vai correr de forma natural, bem sei, e quando for a vez da Graça se calhar já sabe tudo pela irmã.
Uma das coisas que tem sido importante falar é sobre a higiene íntima. Ela já me pede para usar desodorizante, então decidi acompanhar este crescimento como um todo.
A verdade é que já podia fazer parte da vida delas mas eu ainda não sabia que era tão importante. Num evento sobre higiene íntima descobri que é algo que devemos cuidar logo na infância, sendo tão importante quanto lavar os dentes. E que as vulvovaginites são a causa mais comum de desconfortos vaginais nas meninas devido ao pH natural das crianças ser mais ácido e a fatores como o uso de fralda, ou após o desfralde devido aos hábitos de higiene não estarem ainda consolidados (após a ida à casa de banho limpar da frente para trás, lavar as mãos, entre outros) ou porque às vezes há um pequeno descuido ou distracção quando as brincadeiras as levam já atrasadas à cada de banho.
Neste evento descobri o Lactacyd Girl, um produto para a higiene íntima diária das crianças a partir dos 3 anos (e que pode ser usado tanto por meninas como por meninos), que vem completar a restante gama da marca que oferece um produto específico para cada fase de vida.
Já entrou nas nossas rotinas e eu e ela adoramos – o aroma suave deixou-nos rendidas. Faz parte da nossa vida e é uma grande vantagem poder ser utilizado por todas as crianças cá de casa. É aquele elemento que está sempre na banheira, à vista de todos.
*post escrito em parceria com a Lactacyd
]]>
Marrakesh - pelos nossos olhos]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/04/12/Marrakesh---pelos-nossos-olhoshttps://www.ties.pt/single-post/2019/04/12/Marrakesh---pelos-nossos-olhosFri, 12 Apr 2019 16:17:58 +0000
Agora, já em Lisboa e de pés na terra, pego nesta viagem.
Não foi a minha primeira ida a Marrakesh, mas foi a nossa primeira viagem de família depois de casadas e com filhos. A ideia era uma viagem de mulheres, os mais atentos já sabem que o meu pai teve a "felicidade" de ter tido 4 filhas e vive nesta minoria com alguma tranquilidade. Mas quis vir"tomar conta" das suas meninas, o que lhe valeu de várias bocas pelas ruas da medina, ouvia-se Ali Ba-bá e o Boss, foram as alcunhas que os nossos marroquinos com muita graça lhe davam!
A dada altura do planeamento da viagem achei que a Leonor era menina para vir. No mês em que completa 10 anos, passar uns dias com as tias, a avó e a mãe num sítio tão diferente pareceu me uma ideia óptima! Ela estava radiante com a ideia, e esteve mais do que à altura do desafio. Portou-se muito bem, nunca se queixou, comeu de tudo o que havia.
Não íamos com planos fechados, primeiro exploramos a Medina. O primeiro impacto na Leonor e no meu Pai foi a imensa poluição, a confusão dos carros, das motas, bicicletas, burros, tudo no mesmo sítio. Praticamente nunca existe passeios, por isso andar na Medina é mesmo estar alerta, a Leonor andou sempre de mão dada com uma de nós. Sempre.
Ficamos num Riad, que é uma espécie de Hotel hoje em dia, um edifício antigo e típico da cidade de Marrakesh, e que seriam antigas casas apalaçadas de família. É um edifício simples e pobre por fora, e a riqueza e os detalhes estão todos no interior, a casa é virada toda para um pátio, onde normalmente existe uma piscina / tanque. Escolhemos um que fosse o mais simples possível, e na verdade escolhemos bem, era tudo bonito, limpo e muito simpático. Com vários níveis de terraços, no último tinha chuveiros e colchões para apanhar sol e descansar das chegadas dos Souks (mercados).
Não ponderaria um Hotel grande e fora da cidade, apesar de compreender que com crianças será a melhor opção, é muito limitativo para chegar à Medina, e acaba por ser igual a estar noutro sítio qualquer do mundo. O bom de ficar na Medina, é a liberdade de poder passear sem taxi, e chegar a todos os sítios da Medina a pé. Medina é a cidade antiga, esta dentro de uma muralha. Para fora a cidade cresceu como qualquer outra, prédios, centros comerciais, grandes estradas, etc.
Ficamos então no Riad Zaouia 44, pela relação qualidade-preço, e porque tinha um quarto com 4 camas, o que ajudava na distribuição das miúdas e a não pagar 3 quartos para 7 :)
Assim que chegamos ao Aeroporto compramos logo um cartão de 10g de dados para poder consultar os mapas (a medina é labiríntica e para uma primeira ou segunda vez, demora tempo a perceber as ruas todas, e mostrar segurança com os caminhos também ajuda a evitar "as ajudas dos rapazes da rua" que muitas vezes nos levam a conhecer alguns sítios interessantes mas tem sempre moeda de troca, isso aconteceu-me na primeira ida, resistimos sempre, até que fomos levados a ver o tratamento das peles, a loja do tio, da tia, pagar a y e a z, por uma coisa que nem queríamos ver.
Apesar desta insistência por oferecer ajuda, todos são muito simpáticos e nunca tivemos medo, nem nos sentimos inseguras. A hospitalidade é a cara deles, apesar da cidade nunca parar para o turista, nós somos apenas umas formigas a assistir à vida da cidade.
Tudo o que se vende está inflaccionado, para turista comprar. Já se sabe. Discutir o preço faz parte, não se deixem enganar, é a alma de qualquer marroquino, discutir os preços, tem piada, conversa-se e criam-se algumas ligações às pessoas com quem fizemos negócio. True story! Faz parte da geringonça. Nos últimos dias percebermos que nos primeiros acabamos por comprar caro na mesma ... :)
Os táxis é outra questão a ter em atenção, combinem logo o preço com o motorista, existem preços fixos no aeroporto, se não me engano, 15€ até à medina.
Nós nunca comemos nem bebemos nada na rua, a não ser chá (a água é fervida) para evitar chatices. Fomos aos mais conhecidos, Le Jardin, Nomad, e faltou o café dês épices. Na verdade é o mesmo grupo por isso não devia ser muito diferente. Descobrimos, por sugestão do Riad, o Limoni, e adorámos, italiano, o que ajuda a descansar das Tajines e Couscous. Seguir os conselhos do Riad vale sempre a pena, assim como para os negócios nos Souks, há sempre alguém que tem um da família, mais barato para comprar tapetes, etc. Perguntem, eles ajudam :)
Decidimos ir um dia a Imjil fazer um passeio pelas montanhas do Atlas na mula, valeu muito a pena, os preços são simpáticos, o Guia prepara o almoço, no nosso caso foi no pátio da casa dele, em grandes conversas e partilha de histórias e culturas.
Este passeio foi organizado por um amigo da família que tem um Dar (Dar Zarraba) um pouco fora de Marrakesh, posso dizer que ficou entre taxis, guia, mula e almoço cerca de 40€ pp, ou menos. Foi uma experiência incrível!
(Riad Zaouia 44)
Passeios pelos Souks e Medina
Ida a Museu YSL
Ida a Imlil
No Le jardin
Para além das compras maravilhosas que se fazem, vale a pena ir visitar a Koutouvia, uma Mesquita muito importante, o Museu YSL, e os Jardins Majorelle, o Jardin Secrete, dentro da Medina, não adorei pela segunda vez a Praça Jamaa El Fna (tudo bem que há macacos e cobras, mas uma pessoa nem pode olhar uma vez que já estão a pedir dinheiro) sabem como me safei? mandei o ir chatear a minha irmã que estava parada a filmar mesmo em cima das cobras (ahahah se íamos pagar ao menos so pagava uma !!)
Tivemos uma sorte danada com o Museu YSL; porque há duas filas, uma para famílias com crianças ( 5 minutos e entramos) a outra tinha 1km de fila sem exagero :)
Ficamos com o bichinho de voltar e fazer o deserto, mas isso é para mais tempo :)
]]>
5 passos para uma roupa perfeita]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/03/27/5-passos-para-uma-roupa-perfeitahttps://www.ties.pt/single-post/2019/03/27/5-passos-para-uma-roupa-perfeitaWed, 27 Mar 2019 23:17:26 +0000
Uma das coisas giras que a mudança de casa trouxe foi passar a gostar mais de algumas tarefas domésticas.
É estranho, parece impossível, mas de facto ando empenhada!
Acho que já vos disse, mas o facto de ter a cozinha aberta para a sala faz com que todas as tarefas ligadas a cozinha e tratamento de roupa deixem de ser tão penosas, porque não estou sozinha enfiada noutro canto da casa.
A própria família acaba por se envolver mais :)
Já nos perguntaram sobre a nossa lavandaria. Imaginam que numa casa de 6 seria necessário toda uma divisão, mas nós conseguimos encaixar isso em dois gavetões ao lado da máquina (2 em 1- lavar e secar) e tem funcionado perfeitamente.
A roupa que precisa de ser passada fica semi dobrada nesses gavetões à espera da sua vez :)
Fui desafiada a conhecer melhor todos os pequenos passos para tratar da roupa, algumas marcas e produtos já conhecia e já fazem parte da nossa rotina, outros são novos.
Querem saber mais?
Estes são os 5 passos:
Limpeza e proteção da máquina da roupa
Antigamente usava-se muito vinagre, hoje temos produtos próprios e mais eficientes, que conseguem um resultado mais profundo.
A primeira vez que usei fiquei parva com a sujidade que afinal existia na minha máquina, de um ano
2. Detergentes para a roupa, das lãs, aos algodões há detergentes específicos para as roupas mais delicadas. Para não estragar aquelas que mais gostamos, é sempre uma dor quando um terrível acidente de mistura de roupas acontece!
3.Tira nódoas - cá em casa é essencial, onde há crianças, há nódoas terríveis
Amaciador e protecção da roupa- esta é mesmo de caras, quem não pôe sempre, sempre amaciador?
E prolongar o cheirinho a roupa acabada de lavar? O último passo, com o elixir QUANTO
Acho que o mais difícil é explicar aos nossos maridos a necessidade de cumprir isto tudo, faço uma festa de cada vez que o Miguel faz uma máquina com amaciador (não estou a brincar!!)
Se quiserem saber mais sobre estes passos, vejam o novo site-
*post patrocinado
]]>
Aprendi com os miúdos]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/03/26/Aprendi-com-os-mi%C3%BAdoshttps://www.ties.pt/single-post/2019/03/26/Aprendi-com-os-mi%C3%BAdosTue, 26 Mar 2019 17:01:11 +0000
Das coisas mais importantes que tenho aprendido com os miúdos, e ainda estou a aprender....
- NÂO APRESENTAR OPÇÔES, NÂO CAIR NAS EXIGÊNCIAS-
Eu bem gostava de não ser uma mãe- tirana. Juro que gostava, mas ás vezes eles não dão alternativa.
Bom, os mais velhos fazem escolhas, têm a liberdade que precisam para a idade que têm. Este post aplica-se aos mais novos, diria até aos 4 anos, talvez.
Não vou revelar nomes mas vou revelar pequenas histórias.
Todos conhecemos os exemplos, se perguntarmos aos nossos filhos se querem tomar banho o mais provável é ouvir: NÂO.
Esta manhã, uma das minhas criaturas (filhos) acordou de rabinho virado para a lua, como se costuma dizer, mal humorado.
Tanto eu como o pai tínhamos que sair para trabalhar mais cedo que o habitual, e por isso a hora de saída de casa iria ser 30 min mais cedo.
Vesti a minha melhor cara, a minha versão mais paciente e aproximei me da criatura mal humorada, ainda a acordar. " Bom dia meu amor, dormiu bem? Vamos vestir, hoje é dia de escola !" Mesmo ali a tentar provocar o sorriso, recebi esta resposta: não quero ir à escola, quero ir ao PASTA NON BASTA (restaurante que todos gostam muito)
Mãe- ok, vamos jantar ao PASTA NON BASTA; como quem diz "sim, sim, claro"
Criatura pequena deixa-me vestir, embora com exigências em relação à t-shirt.
Sentei-a à mesa do pequeno almoço, e perguntei: "o que queres comer?" não tive resposta. Adiantei-me "queres cereais"? recebi um sim, "com leite?" recebi um sim, com condição de ser no biberon. ok.
"quero leite do biberon na taça dos cereais" - hmm , ok. Fiz o que pediu.
Comeu duas colheres e... "não quero mais...." resmungou.
ok, não tem fome, vamos embora. Tirei os cereais da frente, pai ja a torcer o nariz, quando a criatura exige: quero pão com mel. Pai torce o nariz, mãe facilita para não haver dramas na hora de quase sair de casa. ok, peguei numa fatia de pão, pus mel e deixei à sua frente. Fui acabar de me vestir, mas voltei para trás com um "quero a outra parte, a tampa" -ou seja, sandes. Pai começa a ficar doido, de olhos em bico. Facilito para não haver dramas, vou buscar mais pão para fazer sandes. Ela recebe o pão e vê que essa metade não tem mel. Exige mel, eu vou pôr. Pai a fulminar me com os olhos.
Dou lhe o pão e ela diz: não tenho fome.
Vamos a descer as escadas do prédio e a criatura diz: tenho fome.
moral da história?
Aprendi.
]]>
HAPPY]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/03/15/HAPPYhttps://www.ties.pt/single-post/2019/03/15/HAPPYFri, 15 Mar 2019 10:48:53 +0000
A primeira colecção ungendered da Zippy é, trocando por miúdos, uma colecção onde não há peças de roupa tradicionalmente vistas com as das raparigas e as dos rapazes. Onde os dois géneros podem vestir a mesma peça sem conotação feminina / masculina.
São estes pequenos passos que nos ajudam a quebrar as ideias pré concebidas que temos sobre os géneros. Porque nem sempre todas as crianças se sentem como a maioria. Porque cada vez mais devemos educar e propôr uma empatia em todas as frentes.
Às vezes chateia-me que se catalogue tudo em palavras e temas. Como se tivéssemos que obrigar os meninos e as meninas a serem diferentes do que são. Assim como o feminismo, como se tivesse, hoje em dia, que ser discutido assim. Não deveria ser questão, todos nos devíamos respeitar e aceitar, tal e qual como na homossexualidade.
E de repente falamos em temas fracturantes, de minorias, quando é exactamente o que acho que nem devia ser necessário.
Mas infelizmente ainda é preciso categorizar, falar, dar nomes.
Como mãe, sei bem o que cada um dos meus filhos gosta, e sei também como, principalmente os mais velhos gostavam de brincar com todo o tipo de coisas independentemente da conotação do género do brinquedo, e usavam as cores que gostavam. Os mais novos já cresceram sobre a influência dos irmãos (entretanto influenciados pela lógica da sociedade, amigos, escola). O sebastião não tolera de forma nenhuma vestir rosa, porque é de meninas.
Até perceber que existia um "problema" o Xavier chegou a praticar Ballet na sala da irmã. Ou melhor, até alguém o ter questionado o porquê, se ele era rapaz. Apesar dos nossos esforços, de lhe mostrar videos de bailarinos homens, ele cortou. Nunca mais quis ir, e tinha apenas 3/4 anos. E ele era muito bom.
Isto é um exemplo e existem mil outros. É mesmo um bom exemplo de como é urgente re-educar as nossas gerações no que diz respeito aos géneros.
É certo que um rapaz tem uma série de apetências e preferências, e quando chega à escola, por se agrupar, na sua grande maioria, seguem o que os outros fazem. Faz parte da socialização e não tem mal nenhum. Jogam à bola, pois claro. Mas vai haver 1, 2 ou 3 miúdos que preferem jogar a outra coisa. Ou brincar com as meninas. E é importante que eles saibam que não tem mal nenhum, não são diferentes e que cada um tem os seus gostos.
E acontece também que a maioria das raparigas na escola primária gosta de fazer danças com as amigas, praticar ginástica (pinos e rodas), cantar, assistir aos jogos de futebol dos amigos, etc.
Não tem mal nenhum, não podemos forçar a que as coisas sejam diferentes. Mas também vai haver as miúdas que querem jogar à bola e não se vão sentir aceites.
Devemos educar para a empatia, tanto os professores, vigilantes e os pais.
Para mim foi uma alegria ver esta colecção aparecer por várias razões, mas a principal é os gostos da Leonor, cada vez mais procura roupas de rapaz, passa o dia a assaltar o armário do Xavier, e porque lá em casa todos querem vestir as mesmas roupas que o outro tem. Agora já não vou ouvir, isso é de rapaz Graça, não podes vestir!
E é aqui que a magia acontece!
Ser mãe de rapazes e raparigas é de uma imensa riqueza, aprendo tantas coisas todos os dias com eles.
]]>
Supperstars na nossa casa]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/03/05/Supperstars-na-nossa-casahttps://www.ties.pt/single-post/2019/03/05/Supperstars-na-nossa-casaTue, 05 Mar 2019 13:30:07 +0000
OMG! Passou-se mesmo um mês desde que escrevi o último post aqui no blogue?
Fevereiro passou a voar e, confesso, tantas coisas interessantes que fizemos e dias tão cheios que me esqueci de manter o nosso Journal.
Mas, Março começou com os anos do meu querido marido. O Miguel fez 33 e nada melhor que um jantar com alguns dos nossos melhores amigos para celebrar.
33? Ainda há uns dias dizíamos que não sentimos os 30's em nós. Parece que ainda temos 23, só não é possível quando olhamos para a Leonor e realizamos que não é nossa sobrinha, mas a nossa filha mais velha e que já vai fazer 10 anos no próximo mês!
Caramba! Havemos de ter 60 anos e queixarmo-nos do mesmo !
Bom, mas agora voltamos para o assunto que me trouxe aqui: quero partilhar convosco o excelente serviço da Supperstars, uma empresa que leva os melhores Chefs à nossa casa. Sim, é mesmo isso: passou-se assim: no site escolhi o chef e o menu .
Chegaram lá a casa 2h antes da hora marcada para o jantar. Trouxeram as compras, os equipamentos, tudo. Eu dei a cozinha e o resto do nosso dia manteve-se igual, em nada parecia que íamos dar um jantar para 8 pessoas, a não ser o cheirinho que se ia criando na nossa casa, dos pratos deliciosos que o chef ia preparando.
Eu tive tempo de pôr a mesa como gosto (apesar de ser um serviço incluido), arranjar-me, dar banho às crianças, sem uma pontinha de stress. É que sofro imenso nos dias dos jantares lá em casa, não sei como são vocês, mas é uma ansiedade para que esteja tudo ok, e os miúdos não desarrumem tudo!
O Miguel estava contente, afinal não é todos os dias que podemos ter um pequeno serviço de luxo em nossa casa!
O Jantar correu muito bem: na verdade era a primeira vez que sentávamos 8 pessoas à mesa (até fomos buscar a nossa mesa antiga) e discretamente e com um timing perfeito, os pratos do menu escolhido foram sendo servidos.
A cada prato o chef fazia uma pequena explicação, todos estávamos deliciados, e cada prato era surpreendente. Confesso, fiquei mesmo parva com a qualidade e a criatividade, que no fim de contas faziam o prato delicioso e inesperado.
Havia a possibilidade de repetir e no final do jantar, sem darmos conta, a cozinha já estava arrumada, e nós só ficamos sentados a gozar o final do jantar em conversas que ficaram para lá da 1 da manhã.
Foi mesmo uma experiência fantástica que iremos repetir!
Os menus começam nos 35€ pp e vale muito a pena para uma data especial!
[e sim, os mais velhos ajudaram o chef e ficaram a conhecer alguns processos na cozinha assim como alguns ingredientes de que nunca tinham ouvido falar!)
Obrigada Supperstars, foi um jantar memorável!
]]>
New Born Baby]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/02/06/New-Born-Babyhttps://www.ties.pt/single-post/2019/02/06/New-Born-BabyWed, 06 Feb 2019 09:42:47 +0000]]>O dia]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/02/06/O-diahttps://www.ties.pt/single-post/2019/02/06/O-diaWed, 06 Feb 2019 09:20:13 +0000
Tínhamos passado a manhã os 4 juntos, (a preparar uma coisa que ainda não posso contar), almoçamos num dos nossos restaurantes preferidos, e tranquilamente fomos ter com a nossa médica para saber como estava o Bebé Sebastião, [longe de imaginar que seria O dia]. Lá chegámos, e pouco tempo depois ficamos a saber que nasceria nesse mesmo dia. O CTG já não estava tão tranquilizador como os últimos, o bebé continuava muito subido, e não havia dilatação, apesar de tantas contracções. "Presas" pela cesariana do Xavier, que não nos permitia uma indução, tínhamos até às 19h para cumprir o jejum necessário para fazer a cesariana, enquanto isso tentámos estimular as contracções com soro e um bocadinho de oxitocina. No news. Eu estava calma, sabia que o desfecho seria um bebé e sorrisos na cara, independentemente do caminho. As contracções apareciam, ritmadas e altas, mas pouco intensas, sem dor. Dali nada evoluiu e às 19 em ponto vieram-me buscar. Comecei a tremer de nervos. O mesmo drama de sempre, epidural dada, ainda sentia a ponta dos pés, e a médica pronta para cortar. Ai! "Já começou?" perguntei, aflita, a uma enfermeira. "Sim!". ufa! Já tinha começado e o meu maior medo desaparecido. Mexe, remexe, e 5 minutos depois só ouvia: "Ahhhhhh" tanto líquido! 2 segundos depois, "Que bebezão!". E choro, muito choro! Era a fotocópia perfeita do Xavier. Apgar 10-10, recobro, toda a família lá dentro! As horas seguintes foram de adoração e encantamento por este bebé. As manhãs a 3 absolutamente deliciosas e tranquilas. Um namoro pegado. Foi o parto mais tranquilo e pacífico. Até hoje, nenhuma dor, nenhum desconforto, uma tranquila subida de leite, que nem dei por ela. Um bebé que mama tão, mas tão bem! Como reagiram os manos? Ainda estamos a tentar perceber...
]]>
Anunciar a gravidez antes das 12 semanas?https://www.ties.pt/single-post/2019/02/05/Anunciar-a-gravidez-antes-das-12-semanassimhttps://www.ties.pt/single-post/2019/02/05/Anunciar-a-gravidez-antes-das-12-semanassimTue, 05 Feb 2019 09:40:17 +0000
Enquanto escrevia o post de ontem realizei que há mais, muito mais.
Eu nunca consegui esconder as notícias. Assim que sabia que estava grávida partilhava com o mundo.
Muitos olhavam de lado ou criticavam esta opção. Nos primeiros filhos eu nem pensava se deveria esperar, era uma miúda e nem me passava pela cabeça que alguma coisa pudesse correr mal. Mesmo depois de perder o Zé Maria, anunciei a gravidez do Sebastião logo que soube.
É uma escolha pessoal, é verdade. Não critico ninguém que apenas deseje partilhar depois das 12 semanas. Cada um tem o seu feitio e sabe o que precisa, e de como viver as duras formas da vida, mesmo. Para mim faz sentido de uma maneira, para outros de outra. Há quem prefira viver em casal, e apoiarem-se um no outro, válido. Tudo tudo válido.
Mas, para mim, sempre me fez muito sentido partilhar estas alegrias. Se nunca as partilhasse também não poderia partilhar as tristezas.
Eu, e algumas pessoas próximas que partilharam a gravidez num estado inicial, depois de perdermos o bebé, ouvimos de algumas pessoas. Bem lá do alto: "Por isso é que eu não digo nada, agora tens de dizer o que aconteceu", "vês, eu bem te avisei, não devias ter contado logo".
Quando perdi o ZM voltei à minha vida, na altura de férias na praia, com pessoas que me conhecem desde bebé. Amigos da família, amigos meus de sempre, amigos dos meus pais.
Partilhar este processo, da forma com foi possível, permitiu que todas as pessoas que estavam comigo entrassem na minha intimidade, de certa forma, e todos os gestos e olhares e palavras ficaram gravados, o que é a vida então se nos fechamos em copas e quase ninguém pode entrar? Se na dor não se vive junto? Se na dor não se partilha?
Nesses dias, tomaram conta dos meus filhos, levaram nos a fazer programas, mimaram-se e estiveram presentes da forma como podiam. Ninguém nos tira isso.
A dor faz parte da vida de todos, e poder partilha-la e partilhar a vida, e partilhar a alegria. Que bom poder fazê-lo! Não retirem esta oportunidade com palavras más. Com julgamentos, com questões inoportunas. Pensem sempre nisto, a solidão de uma vida não partilhada é muito grande.
]]>
Quando se perde um filho]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/02/04/Quando-se-perde-um-filho-ainda-na-barrigahttps://www.ties.pt/single-post/2019/02/04/Quando-se-perde-um-filho-ainda-na-barrigaMon, 04 Feb 2019 12:18:45 +0000
Fez 6 anos em Agosto que perdi um filho. Estava grávida de 17 semanas e a história começou antes de saber que estava grávida.. na altura a Leonor tinha 3 anos e meio e o Xavier 1 ano e pouco. Eu tinha 25 anos, era uma miúda. Aquilo que vos vou relatar vem de mim, da minha experiência pessoal, sem juízos de valor.
Um dia senti um caroço firme e pouco móvel perto da orelha, entre a orelha e o maxilar, para ser mais precisa. Achei estranho, esperei uma semana, e não desaparecia. Sentia-me exausta, muito cansada mesmo.
Na semana seguinte descobri que estava grávida, na verdade era um projecto desejado, o nosso terceiro filho.
Consultei algumas pessoas da área da saúde, de forma mais informal, e todas me diziam que “não era nada”. Mas as semanas passavam e continuava. Um pouco maior até.
Às 9 semanas de gravidez decidi ir às urgências procurar uma explicação. No hospital, por estar grávida, fui logo para a obstetrícia. O bebé estava óptimo, e suspeitaram que eu teria um quadro inflamatório para poder justificar tal “situação". Fui encaminhada no mesmo dia para otorrino, que confirmou que estava tudo bem, nem ouvidos, nem garganta, nada. Fizeram-me uma ecografia onde se confirmaram mais nódulos a desenvolverem-se em toda essa zona.
Vim para casa com um diagnóstico de parotidite, sem perceber o que quereria dizer, e o que implicava. Apenas sabia que daí a 6 meses iria repetir a ecografia.
Às 12 semanas fiz as típicas análises. Só 3 semanas depois chegaram os resultados: toxoplasmose. Eu sabia que não era imune, pelas gravidezes anteriores. Agora estava infectada com este papão. Com alguma ingenuidade respirei fundo e achei que não ia ser nada. Afinal as estatísticas comprovavam que era pouco provável que o bebé apanhasse naquela fase da gravidez. Mas, caso apanhasse, os danos seriam muito grandes.
O meu médico apresentou-me opções. Disse-me que nunca iríamos saber quais as lesões do bebé e se teria alguma, até nascer, ou mesmo até ao primeiro ano. Poderia desmanchar a gravidez ou seguir sem nunca saber o que se passaria.
Só saberíamos se o bebé tinha sido contagiado fazendo uma amniocentese a partir das 18 semanas, altura em o bebé começa a fazer xixi para o liquido amniotico. Até lá, iria tomar os medicamentos previstos. O médico, no entanto, aconselhou a esperarmos pela amniocintese e aí decidir o que fazer.
Mas eu já tinha decidido: aquele bebé era meu filho, eu já o sentia, era meu. Não poderia escolher abortar, nunca conseguiria viver com isso. Eu escolhi a vida, fosse ela como fosse, viesse como viesse.
Ele congratulou-nos como se fossemos espectaculares- vocês são fantásticos, parabéns! [não somos, mas somos pais, e sei as marcas que deixam um aborto] e principalmente na inexistência de certezas, e da possibilidade de existir saúde na vida daquela criança.
Não senti orgulho nenhum na minha opção, na verdade, senti que estava a ser pouco corajosa ao escolher a vida: eu não saberia viver comigo tendo tomado essa decisão de livre vontade. Os meus valores morais nunca me deixariam escolher abortar mas na hora H eu sentia os meus impulsos humanos. E sentia o meu filho, vivo dentro de mim.
Não chegamos às 18 semanas, uns dias antes da consulta deixei de sentir o bebé, a barriga começou a ficar mais pequena e eu já sabia o que me iam dizer: Não havia sinal de vida.
Eu estava tranquila, eu sabia. Já tinha dito ao Miguel no dia em que pressenti todas as mudanças. A minha mãe quis vir connosco à consulta, eu não tive coragem de lhe contar as minhas suspeita, nem ao médico. Fechei os olhos e deixei que aqueles minutos e tentativas intermináveis à procura do coração do bebé terminassem ou me trouxessem um presente. Foi um choque enorme para todos... Quando confirmamos com a ecografia vi coisas que nunca mais me vou esquecer. Um bebé que estava óptimo há um mês, que se mexia, estava desfeito, colado a uma das paredes do útero, quase já sem líquido.
Esperamos uma semana e entrei em trabalho de parto espontâneo. Fui para o hospital, levei morfina para suportar as dores, e até as da alma. Na televisão passava a série “maternidade” e eu de tão drogada vi tudo, sem dramas.
Só nasceu à meia noite, os meus pais já se tinham ido embora e o Miguel tinha adormecido no cadeirão. Senti imensa vontade de fazer força, senti que ele ia sair, chamei a enfermeira que apenas teve tempo de segurar. Foi o único parto que senti tudo, teria sido o parto mais emocionante da minha vida.
A enfermeira perguntou se eu queria ver e eu aflita só me lembrava da ecografia e de como deveria estar, e disse que não. Levaram-no e até hoje só tenho na minha cabeça a imagem de uma bolsa de sangue. Levaram o meu bebé e eu não sei onde ele está.
Passado um tempo arrependi-me. Queria ter podido enterrar, ter feito um luto mais compreendido. Mas isso não era possível.
Nos dias seguintes, como estava de férias, voltei à praia. Não me quis esconder e sofrer sozinha, quis o abraço de todos os que estavam à minha volta, as palavras e os beijinhos que foram todos reconfortantes.
Alguns de vocês chegaram aqui há pouco tempo e não conheciam esta nossa história, e tenho algumas pessoas próximas de mim que já passaram ou estão a passar por um momento destes, que senti que precisava de partilhar com todos: tudo passa, nada se esquece.
Guardo todos os minutos desse dia e dos dias seguintes.
Guardo o silêncio com que sobrevivi. Mas também guardo os gestos, os pequenos gestos de tantas pessoas.
Durante os meses que se seguiram custava me muito ver grávidas, bebés pequeninos. Até tive que sair da Igreja num baptizado onde estava a fotografar porque de repente vi chegar ao pé de mim 3 carrinhos com bebés à volta dos 2 meses. Saí, chorei e voltei.
Durante esse tempo não quis engravidar, por nada.
Um dia fez-se luz, e só queria estar grávida de novo. Foi o único bebé que tive de esperar mais tempo, não conseguia engravidar à primeira como estava habituada. Levaram 4 ou 5 meses. E chegou o nosso Sebastião.
A maior dificuldade que senti foi a de falar. Sentia que os olhos das pessoas me julgavam quando precisava de falar, ou dizia alguma coisa sobre o assunto: “ainda? Já passaram meses, já devia ter passado” era o que eu via nos olhos dos outros. Não relativizem nunca a dor de uma mãe e de um pai. Dêem espaço para falar ou não falar. Acolham.
É difícil ser amigo, irmã ou irmão, pai ou mãe nestas situações, e muito difícil estar perto. "O tempo cura, já tens outros filhos, não és a única”. Palavras sem intuito de magoar mas que não ajudam.
Do coração: estar perto e ser amigo é difícil nestas situações, mas a vida tem coisas boas e más, a dor faz parte dos nossos dias.
Que a sociedade, nós todos, não gostamos de falar das coisas que doem, faz parte da sobrevivência. Mas a mim o que mais me ajudou foi falar e escrever, na altura, no blogue. Houve alguns posts que deixei de escrever com medo de parecer ridícula, face a tantos outros problemas mais graves de outras pessoas.
No fundo o que eu queria mesmo dizer é que não palavras para este sofrimento e para a solidão com que se atravessa estes momentos.
Mas a vida dá a volta e traz-nos coisas boas, que não apagam, não nos deixam esquecer, mas apaziguam. A Vida é boa.
]]>
Novo Canal]]>https://www.ties.pt/single-post/2019/02/01/Novo-Canalhttps://www.ties.pt/single-post/2019/02/01/Novo-CanalFri, 01 Feb 2019 16:16:48 +0000
Queridos, os que cá vêem todos os dias e os que gostam de ir acompanhando tudo!
Alguns já sabem pelo instagram as novidades: criei, a vosso pedido, um canal no youtube. Está em modo baby steps, a ideia é fazer videos de forma regular, para já quinzenal!
Conto convosco para partilharem o canal e subscreverem para isto poder ter pernas para andar :) Era mesmo bom!
Ajudam-me neste projecto?
Obrigada!