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Ser feliz

December 14, 2018

Muitas pessoas me têm escrito nos últimos dias neste sentido...

"O que se passa que irradias luz?

Estás tão bonita! E serena”

 

Tenho me sentido exactamente como me exponho, tenho sentido algum orgulho na minha vida, tenho estado em paz com as minhas decisões. Podia dizer que cresci, podia escrever dezenas de frases que no fim achariam sempre que me estaria a armar a guru de auto-ajuda. Deus me livre!

 

Este ano que passou passámos por várias fases difíceis, tive que parar várias vezes, tive que repensar tudo e houve até alturas em que senti que já não sabia exactamente quem era.

 

De um dia para o outro os meus filhos ficaram entregues na escola pela primeira vez a 100%. O tempo tornou-se uma medida estranha, que me trouxe numa primeira fase, alguma ansiedade. 

 

O que vou fazer aos meus dias? 

O que preciso de fazer?

 

Sempre fui sonhadora, positiva, sempre vivi relativamente feliz. 

Ter filhos foi mudando algumas destas coisas, foram 10 anos de gravidezes, em que sucessivamente fui encostando o meu trabalho, voltando a pegar nele, em que abdiquei de muito, em que segurei a casa, sempre com trabalho de mãos dadas. 

 

Ter uma família (crianças pequenas) e um negócio próprio é um desafio de loucos. Estando na minha mão a decisão de quando vai o meu filho para a escola (que nunca seria aos 4/5 meses), querendo muito ter mais filhos (principalmente quando o mais recente fazia 1 ano), toda esta loucura, toda a década dos meus 20 anos foi passada assim. Arranca, abranda, pôr em standbye (não totalmente) engravida, volta tudo ao início.

 

Hoje, 32 anos, sinto-me uma miúda. Mas uma miúda de sorte. Muita sorte! Gostava de ter viajado mais e namorado? Ter tido tempo de casamento sem filhos? sim. Gostava de ter espaçado mais a idade dos miúdos? Talvez. Faria alguma coisa de diferente? Não sei.

 

Olho para o Miguel e sei que ele também me olha desta maneira: estamos felizes apesar de tudo o que deixamos para trás. Tudo isso seria recuperável e o nosso casamento está aqui, e está forte. Continuamos apaixonados. Um dia, mesmo que aos 50 ou 60, viajaremos. Um dia a liberdade voltará.

 

Sinto falta? Às vezes sim. Às vezes fazer um percurso a pé que poderia fazer de carro ou de bicicleta é o suficiente para me trazer esse sentimento de liberdade. Estou só comigo, paro enquanto caminho e penso em tudo o que tenho com um orgulho grande.

 

Fechámos o ciclo dos bebés, e começamos outros, com imensos outros desafios. Mas ganhei uma coisa que hoje, para mim, é a maior arma de todas: confiança em nós, confiança na vida e aceitar que não controlamos absolutamente nada, e por isso vivo todos os dias agradecida, com poucas ambições, simplesmente a tentar saber viver. 

 

 

 

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SOBRE NÓS

Olá, sou a Catarina! Tenho 31 anos, cresci e vivo em Lisboa, esta cidade linda que nos faz imensamente felizes.

4 filhos bons, muito bons. A primeira aos 23, e a última nascida aos 29.

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