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HAPPY

March 15, 2019

A primeira colecção ungendered da Zippy é, trocando por miúdos, uma colecção onde não há peças de roupa tradicionalmente vistas com as das raparigas e as dos rapazes. Onde os dois géneros podem vestir a mesma peça sem conotação feminina / masculina.

 

São estes pequenos passos que nos ajudam a quebrar as ideias pré concebidas que temos sobre os géneros. Porque nem sempre todas as crianças se sentem como a maioria. Porque cada vez mais devemos educar e propôr uma empatia em todas as frentes. 

 

Às vezes chateia-me que se catalogue tudo em palavras e temas. Como se tivéssemos que obrigar os meninos e as meninas a serem diferentes do que são. Assim como o feminismo, como se tivesse, hoje em dia, que ser discutido assim. Não deveria ser questão, todos nos devíamos respeitar e aceitar, tal e qual como na homossexualidade.

 

E de repente falamos em temas fracturantes, de minorias, quando é exactamente o que acho que nem devia ser necessário. 

 

Mas infelizmente ainda é preciso categorizar, falar, dar nomes. 

 

Como mãe, sei bem o que cada um dos meus filhos gosta, e sei também como, principalmente os mais velhos gostavam de brincar com todo o tipo de coisas independentemente da conotação do género do brinquedo, e usavam as cores que gostavam. Os mais novos já cresceram sobre a influência dos irmãos (entretanto influenciados pela lógica da sociedade, amigos, escola). O sebastião não tolera de forma nenhuma vestir rosa, porque é de meninas. 

 

 Até perceber que existia um "problema" o Xavier chegou a praticar Ballet na sala da irmã. Ou melhor, até alguém o ter questionado o porquê, se ele era rapaz. Apesar dos nossos esforços, de lhe mostrar videos de bailarinos homens, ele cortou. Nunca mais quis ir, e tinha apenas 3/4 anos. E ele era muito bom.

 

Isto é um exemplo e existem mil outros. É mesmo um bom exemplo de como é urgente re-educar as nossas gerações no que diz respeito aos géneros. 

 

É certo que um rapaz tem uma série de apetências e preferências, e quando chega à escola, por se agrupar, na sua grande maioria, seguem o que os outros fazem. Faz parte da socialização e não tem mal nenhum. Jogam à bola, pois claro. Mas vai haver 1, 2 ou 3 miúdos que preferem jogar a outra coisa. Ou brincar com as meninas. E é importante que eles saibam que não tem mal nenhum, não são diferentes e que cada um tem os seus gostos.

 

E acontece também que a maioria das raparigas na escola primária gosta de fazer danças com as amigas, praticar ginástica (pinos e rodas), cantar, assistir aos jogos de futebol dos amigos, etc.

Não tem mal nenhum, não podemos forçar a que as coisas sejam diferentes. Mas também vai haver as miúdas que querem jogar à bola e não se vão sentir aceites.

 

Devemos educar para a empatia, tanto os professores, vigilantes e os pais.

 

Para mim foi uma alegria ver esta colecção aparecer por várias razões, mas a principal é os gostos da Leonor, cada vez mais procura roupas de rapaz, passa o dia a assaltar o armário do Xavier, e porque lá em casa todos querem vestir as mesmas roupas que o outro tem. Agora já não vou ouvir, isso é de rapaz Graça, não podes vestir!

 

E é aqui que a magia acontece!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ser mãe de rapazes e raparigas é de uma imensa riqueza, aprendo tantas coisas todos os dias com eles. 

 

 

 

 

 

 

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Olá, sou a Catarina! Tenho 31 anos, cresci e vivo em Lisboa, esta cidade linda que nos faz imensamente felizes.

4 filhos bons, muito bons. A primeira aos 23, e a última nascida aos 29.

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