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Marrakesh - pelos nossos olhos

April 12, 2019

Agora, já em Lisboa e de pés na terra, pego nesta viagem.

 

Não foi a minha primeira ida a Marrakesh, mas foi a nossa primeira viagem de família depois de casadas e com filhos. A ideia era uma viagem de mulheres, os mais atentos já sabem que o meu pai teve a "felicidade" de ter tido 4 filhas e vive nesta minoria com alguma tranquilidade. Mas quis vir"tomar conta" das suas meninas, o que lhe valeu de várias bocas pelas ruas da medina, ouvia-se Ali Ba-bá e o Boss, foram as alcunhas que os nossos marroquinos com muita graça lhe davam!

 

A dada altura do planeamento da viagem achei que a Leonor era menina para vir. No mês em que completa 10 anos, passar uns dias com as tias, a avó e a mãe num sítio tão diferente pareceu me uma ideia óptima! Ela estava radiante com a ideia, e esteve mais do que à altura do desafio. Portou-se muito bem, nunca se queixou, comeu de tudo o que havia. 

 

Não íamos com planos fechados, primeiro exploramos a Medina. O primeiro impacto na Leonor e no meu Pai foi a imensa poluição, a confusão dos carros, das motas, bicicletas, burros, tudo no mesmo sítio. Praticamente nunca existe passeios, por isso andar na Medina é mesmo estar alerta, a Leonor andou sempre de mão dada com uma de nós. Sempre. 

 

Ficamos num Riad, que é uma espécie de Hotel hoje em dia, um edifício antigo e típico da cidade de Marrakesh, e que seriam antigas casas apalaçadas de família. É um edifício simples e pobre por fora, e a riqueza e os detalhes estão todos no interior, a casa é virada toda para um pátio, onde normalmente existe uma piscina / tanque.  Escolhemos um que fosse o mais simples possível, e na verdade escolhemos bem, era tudo bonito, limpo e muito simpático. Com vários níveis de terraços, no último tinha chuveiros e colchões para apanhar sol e descansar das chegadas dos Souks (mercados).

 

Não ponderaria um Hotel grande e fora da cidade, apesar de compreender que com crianças será a melhor opção, é muito limitativo para chegar à Medina, e acaba por ser igual a estar noutro sítio qualquer do mundo. O bom de ficar na Medina, é a liberdade de poder passear sem taxi, e chegar a todos os sítios da Medina a pé. Medina é a cidade antiga, esta dentro de uma muralha. Para fora a cidade cresceu como qualquer outra, prédios, centros comerciais, grandes estradas, etc.

 

Ficamos então no Riad Zaouia 44, pela relação qualidade-preço, e porque tinha um quarto com 4 camas, o que ajudava na distribuição das miúdas e a não pagar 3 quartos para 7 :)

 

Assim que chegamos ao Aeroporto compramos logo um cartão de 10g de dados para poder consultar os mapas (a medina é labiríntica e para uma primeira ou segunda vez, demora tempo a perceber as ruas todas, e mostrar segurança com os caminhos também ajuda a evitar "as ajudas dos rapazes da rua" que muitas vezes nos levam a conhecer alguns sítios interessantes mas tem sempre moeda de troca, isso aconteceu-me na primeira ida, resistimos sempre, até que fomos levados a ver o tratamento das peles, a loja do tio, da tia, pagar a y e a z, por uma coisa que nem queríamos ver. 

 

Apesar desta insistência por oferecer ajuda, todos são muito simpáticos e nunca tivemos medo, nem nos sentimos inseguras. A hospitalidade é a cara deles, apesar da cidade nunca parar para o turista, nós somos apenas umas formigas a assistir à vida da cidade.

 

Tudo o que se vende está inflaccionado, para turista comprar. Já se sabe. Discutir o preço faz parte, não se deixem enganar, é a alma de qualquer marroquino, discutir os preços, tem piada, conversa-se e criam-se algumas ligações às pessoas com quem fizemos negócio. True story! Faz parte da geringonça. Nos últimos dias percebermos que nos primeiros acabamos por comprar caro na mesma ... :)

 

Os táxis é outra questão a ter em atenção,  combinem logo o preço com o motorista, existem preços fixos no aeroporto, se não me engano, 15€ até à medina.

 

Nós nunca comemos nem bebemos nada na rua, a não ser chá (a água é fervida) para evitar chatices. Fomos aos mais conhecidos, Le Jardin, Nomad, e faltou o café dês épices. Na verdade é o mesmo grupo por isso não devia ser muito diferente. Descobrimos, por sugestão do Riad, o Limoni, e adorámos, italiano, o que ajuda a descansar das Tajines e Couscous. Seguir os conselhos do Riad vale sempre a pena, assim como para os negócios nos Souks, há sempre alguém que tem um da família, mais barato para comprar tapetes, etc. Perguntem, eles ajudam :)

 

Decidimos ir um dia a Imjil fazer um passeio pelas montanhas do Atlas na mula, valeu muito a pena, os preços são simpáticos, o Guia prepara o almoço, no nosso caso foi no pátio da casa dele, em grandes conversas e partilha de histórias e culturas.

 

Este passeio foi organizado por um amigo da família que tem um Dar (Dar Zarraba) um pouco fora de Marrakesh, posso dizer que ficou entre taxis, guia, mula e almoço cerca de 40€ pp, ou menos. Foi uma experiência incrível!

 

 

 

 

 

 

 (Riad Zaouia 44)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Passeios pelos Souks e Medina

 

 

 

 

 

 

 

 Ida a Museu YSL

 

 

 

 

 

 Ida a Imlil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No Le jardin

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para além das compras maravilhosas que se fazem, vale a pena ir visitar a Koutouvia, uma Mesquita muito importante, o Museu YSL, e os Jardins Majorelle, o Jardin Secrete, dentro da Medina, não adorei pela segunda vez a Praça Jamaa El Fna (tudo bem que há macacos e cobras, mas uma pessoa nem pode olhar uma vez que já estão a pedir dinheiro) sabem como me safei? mandei o ir chatear a minha irmã que estava parada a filmar mesmo em cima das cobras (ahahah se íamos pagar ao menos so pagava uma !!) 

 

Tivemos uma sorte danada com o Museu YSL; porque há duas filas, uma para famílias com crianças ( 5 minutos e entramos) a outra tinha 1km de fila sem exagero :)

 

Ficamos com o bichinho de voltar e fazer o deserto, mas isso é para mais tempo :)

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SOBRE NÓS

Olá, sou a Catarina! Tenho 31 anos, cresci e vivo em Lisboa, esta cidade linda que nos faz imensamente felizes.

4 filhos bons, muito bons. A primeira aos 23, e a última nascida aos 29.

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