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dos 90 aos 60 kg

September 11, 2019

O percurso do corpo e do peso, da aceitação e da luta nem sempre é linear.

 

Há muitos anos que olho para mim pensando “e se eu fosse magra?” Respondendo de forma certeira “nunca vais ser”.

Mas és feliz.

 

Na minha cabeça havia uma série de desculpas que me amparavam a resposta-decisão.

 

Não tenho a genética da minha mãe. 

Não tenho estrutura de magra.

Sou larga, sou baixa.

 

Na minha cabeça eu tinha direito a isso: o açúcar, que com os anos se tornou na adição [falo portanto, de vício, de droga, de um problema] de comer para consolar, ou festejar, ou para estar.

 

É estranho pensar que a minha vida já leva anos de dietas, de recomeços, mas a verdade é que já desde os 14 /15 anos que isso era uma constante. Nunca fui obesa mas sempre tive tendência para ganhar peso. A minha vida, no entanto, não se limitou a isso, nem eu a vejo apenas como uma canseira de dietas.

 

Na verdade eu estive atenta, apesar de não conseguir fazer melhor, eu tentei. As 5  gravidezes  seguidas em 10 anos vieram trazer novos números à balança. Gerir pela primeira vez a casa dos 60, depois 70, depois 80 até aos 90kg.

 

Já fiz tantas dietas diferentes e sinto que em nenhuma de facto aprendia alguma coisa. Geria como se fosse algo temporário, e que, chegando ao objectivo, estava livre. E fazia-o sempre e sempre assim.

 

Nos últimos 3 anos foquei-me na recuperação e todas as gravidezes.

Fui operada em Março de 2017 para corrigir a distasse grande que tinha, fiz a abdominoplastia que me ajudou a mudar a minha vida e a minha confiança. Para tal, comecei a fazer paleo sozinha. Perdi 8 kg num mês. Estava contente mas vieram as férias e desestabilizaram tudo. Em Outubro decido que vou ser operada e que quero fazer uma dieta acompanhada para me preparar para a cirurgia. Perdi mais um bocado. Fui operada em Março com 75kg, ainda em sobrepeso, lembro-me de nos meses seguintes ter mantido a dieta que estava a fazer na Clinica de Nutrição de Lisboa, e ainda chegar aos 71kg. Passei as minhas primeiras férias de boca fechada, super focada e não perdi 1 grama. Desmotivei imenso, deitei fora a balança e decidi que daí para a frente ia focar-me em estar bem, em sentir-me bem.

 

Na verdade acabou por ser um ano bem complicado, por várias razões nervosas e de picos de stress imenso, sofri com uma artrite viral que se diagnosticou tarde, tive que parar o exercício fisico que me ajudava a organizar a cabeça na vida e na alimentação, tomar corticoides . Voltei a ganhar peso.

 

A partir desse momento percebi ainda mais que o meu bem estar mental era essencial para tudo na minha vida. Que as prioridades tinham que ser traçadas, de novo. Finalmente mudamos de casa, para a nossa actual, em que pude recomeçar com menos coisas, mais arrumação, mais paz. Foi um momento de viragem.

 

Lentamente consegui identificar tudo o não me estava a fazer “bem” e libertar-me disso. 

 

[trabalho, relações, etc]

 

De Janeiro a Abril deste ano começava e recomeçava várias vezes a dieta. A verdade é que cada dia me sentia mais feliz, projectos de trabalho bons, tempo em família, sentia-me realizada e continuava sem querer o stress da balança. Achava que as minhas roupas apertarem seria suficiente para me ir organizando. Sentia-me bem com o meu corpo.Um dia o Verão apareceu e fui vestir um fato de banho. Nesse dia comprei uma balança e decidi que eu tinha que mudar.

 

Uma amiga falou-me na Dr. Andreia de Almeida (na altura estava na clinica Doutor Pinto Coelho) fui ter com ela e iniciamos uma dieta hipocalorica juntamente com uma tratamento hormonal. Análises, suplementos, e uma alimentação muito restritiva. A Eat Love que já me fazia uns programas incríveis Low carb ajudou-me imenso e cozinhou para mim dentro destas limitações- foi uma ajuda incrível.

 

Seriam dois meses assim e depois lentamente adaptação a paleo sem quaisquer amidos. E eu cumpri, sempre, sem falha. 

Perdi 10kg, fui de férias, e lentamente voltei a abrir uma excepção para um copo de vinho, no dia seguinte era a pizza com os miúdos, o outro dia um gelado na praia. 

Não era nada disto que eu queria, ainda não tinha terminado, ainda havia peso a perder e eu já estava a abrir excepções sempre válidas, e cada vez mais. Até que num destes dias a LEV desafiou-me a fazer a dieta deles.

 

Pensei 20 vezes antes de aceitar. Não era a dieta que eu faria normalmente, mas para o período de férias e vendo a primeira semana de amostra, talvez fosse uma coisa positiva. Em vez de terminar as férias chateada com o peso que tinha ganho, acabava as férias feliz com o que ainda tinha emagrecido. E tem corrido tão bem.. Na verdade só tenho saudades de comer peixe grelhado, que na fase 2 já é permitido. Os Snacks são maravilhosos e ajudam a sentir que não estamos assim tanto em privação.

 

Aprendi imenso nestes últimos 5 meses:

 

  • Dietas sozinha, não vou muito longe e arranjo pretextos de auto sabotagem.

  • Nem sempre ficar na mesma dieta muito tempo é bom.

  • Ser firme e nunca abrir excepções

  • Contrariar a fome emocional e perguntar: o que queres mesmo? Na hora de ir buscar porcarias ao supermercado.

  • Ser forte e dizer que não a ti própria uma vez, duas vezes, dão toda a força e o poder de continuar.

  • Às vezes pensamos que só queremos acabar a dieta e voltar a comer normalmente, mas, na verdade não comíamos de forma normal.

  • Ser mais consciente em relação ao que como.

  • Investir em mim: tempo de qualidade comigo e fazer actividades que me dêem prazer: exercício, corrida, caminhadas, um workshop…

  • Partilhar as vitórias e não desanimar quando não acontece á velocidade que gostávamos.

 

 

 

 

 

 

 

 

E que… talvez possa ser magra, e ainda mais feliz!

 

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Olá, sou a Catarina! Tenho 31 anos, cresci e vivo em Lisboa, esta cidade linda que nos faz imensamente felizes.

4 filhos bons, muito bons. A primeira aos 23, e a última nascida aos 29.

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